Covid-19: Bispos pedem medidas de apoio para a comunicação social regional

A comissão apela ao Governo e autoridades públicas para que “sintam o dever de atender e prestar as medidas de apoio” aos meios de comunicação regionais.

A Conferência Episcopal Portuguesa realçou no sábado a importância da comunicação social no contexto de pandemia e apelou ao Governo e autoridades públicas para que promovam medidas de apoio para que os media regionais possam continuam a sua função.

A Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais, presidida pelo bispo de Angra do Heroísmo (Açores), João Lavrador, manifestou a preocupação com “a comunicação social regional, de proximidade”, à qual “faltam os meios, nomeadamente económicos, para desempenhar satisfatoriamente a sua missão para o bem do povo, que sem ela estaria privado do essencial numa sociedade democrática”.

Na mensagem, em que reconhece a importância da comunicação social em “tempos de  perplexidade, angústia e sofrimento”, a comissão apela ao Governo e autoridades públicas para que “sintam o dever de atender e prestar as medidas de apoio” aos meios de comunicação regionais, para que possam “continuar a estar perto dos que estão distantes e isolados e a defender aqueles que não têm voz na cidade dos homens”.

Na missiva a comissão realça o trabalho de rádios, imprensa, televisão e mesmo redes sociais, de âmbito regional “na edificação de uma sociedade mais coesa e mais solidária”.

Em tempos de tanta calamidade a comissão reforça a confiança na comunicação social “feita com profissionais que zelam pela verdade e pelo bem comum”, vincado que nestas circunstâncias é de extrema necessidade”.

No contexto de verdade “que sempre deve nortear a comunicação” a comissão rejeita ainda “qualquer forma, sobretudo nas redes sociais, de introduzir a falsidade ou o medo”, como estratégia para alcançar notoriedade.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 129.100 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 100 mortes, mais 24 do que na véspera (+31,5%), e registaram-se 5.170 casos de infeções confirmadas, mais 902 casos em relação a sexta-feira (+21,1%).

Dos infetados, 418 estão internados, 89 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.




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