Cinema português está de volta a aldeias do interior do país durante o verão

O ciclo Cinema Português em Movimento vai voltar a percorrer no verão as aldeias e vilas do interior do país para “levar a cultura às populações mais isoladas”, referiu esta quarta-feira o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

A 2.ª edição do Cinema Português em Movimento, organizado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) entre 04 de julho e 07 de setembro, foi apresentada, esta quarta-feira, nas instalações do organismo, em Lisboa, onde foram assinados os protocolos com os municípios das localidades abrangidas pelo projeto. Este ano, a iniciativa engloba onze autarquias: Alfândega da Fé, Aljezur, Arganil, Arronches, Borga, Idanha-a-Nova, Mêda, Oleiros, Penamacor, Sabugal e Vila Real de Santo António. Durante o verão, quarenta localidades destes onze municípios no interior do país vão receber sessões de cinema com “dez filmes nacionais e uma curta-metragem alusiva aos 40 anos do 25 de Abril”, exibidas ao ar livre e gratuitas. A programação inclui películas como “Amália – O Filme”, “Aquele Querido Mês de Agosto”, “Fados” ou “A Bela e o Paparazzo”. O secretário de Estado da Cultura referiu que o facto de a iniciativa abranger uma população não muito alargada – há casos de localidades com menos de 500 habitantes – não deve impedir a sua realização. O mapa da distribuição cinematográfica acompanha a distribuição geográfica da população, sendo que “as dinâmicas populacionais levaram ao longo das décadas a uma concentração da população na faixa litoral, originando uma ausência de ocupação cultural do interior do país”, afirmou Jorge Barreto Xavier. Segundo a presidente do ICA, Filomena Serras Pereira, o projeto visa “divulgar os filmes nacionais” e “favorecer o acesso dos cidadãos à cultura cinematográfica portuguesa”. No ano passado o projeto conseguiu “um total de 4.435 espectadores”, em que 54,9% tinha entre 25 e 65 anos, 25,6% mais de 65 anos e 19,5% menos de 25 anos. Nesta segunda edição, o ICA pretende “superar o número de espectadores da primeira”, tendo investido no projeto cerca de vinte mil euros, referiu.



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