Carrinho de compras robótico lança campanha de crowdfunding

A Is2You quer vender 200 carrinhos robóticos até ao final de 2014.

Antes disso, a empresa criada nos laboratórios da Universidade da Beira Interior terá de conseguir angariar os 75 mil dólares de que necessita na plataforma Indiegogo.

Luís de Matos, líder da Is2You, já definiu metas para 2014 “queremos vender 200 carrinhos wi-GO. E queremos que 50 desses carrinhos sejam vendidos em Portugal”.

Para quem ainda não conseguiu vender um único carrinho de compras robotizado, é uma previsão arrojada.

Luís de Matos responde que se trata apenas de uma parte do negócio que começou a ser trabalhado há dois anos, depois de garantir um terceiro lugar na final internacional do Imagine Cup ”Acredito que, no futuro, esta solução pode substituir todos os carrinhos de compras de um supermercado e que não sejam só as pessoas com limitações motoras ou idosas a usar esta solução”.

A Is2You está a trabalhar na expansão do negócio através de duas vias: atualmente, estão a decorrer conversações com uma cadeia de supermercados que opera em Portugal com o objetivo de venda dos primeiros carrinhos robotizados; na passada quinta-feira, a a jovem empresa lançou uma campanha de angariação de fundos junto da plataforma Indiegogo, que fixou como meta os 75 mil euros. “Precisamos deste valor para dar início à internacionalização desta solução e para podermos iniciar o fabrico em série dos carrinhos wi-GO”, acrescenta Luís de Matos.

Hoje, cada carrinho de compras wi-GO tem um custo estimados de 4000 euros. A Is2You admite que este valor possa descer para metade, caso as encomendas ganhem volume e a produção possa tirar benefícios de escala. “Trata-se de uma investimento que os supermercados e as superfícies comerciais podem recuperar facilmente através do marketing e do aumento das vendas”, diz Luís de Matos.

Entre o protótipo dos primeiros tempos e a atualidade, muita coisa mudou no wi-GO: hoje, o carrinho de compras aparenta um visual mais arrojado que disponibiliza um compartimento que permite transportar compras dentro de um saco. Também está a ser ultimada uma versão que, em vez de um saco, tem um cesto.

Em ambas versões, o carrinho wi-GO distingue-se por ter um motor elétrico, uma câmara 3D que identifica a pessoa que deve seguir através de algumas referências corporais, e ainda sensores que evitam choques e mantêm a distância de segurança de pessoas e objetos.

Luís de Matos garante que a solução é segura, “neste momento, o principal desafio é convencer os gestores de supermercados e superfícies comerciais de que as pessoas com limitações motoras também fazem compras”.




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