Carlos Chaves Monteiro considera que “promover o turismo do Interior tem de ser assumido como uma prioridade nacional”

A sexta edição da Feira Ibérica de Turismo encontra-se a decorrer até domingo no Parque Urbano do Rio Diz e tem como tema central o Turismo de Interior.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, disse no seu discurso de inauguração do certame que o turismo “pode ter um papel muito importante” para o desenvolvimento dos territórios de baixa densidade, “por forma a esbater as assimetrias entre o Litoral e o Interior”.

“É agora o tempo de promover estratégias para os milhões de turistas que chegam ao nosso país, em grande parte a Lisboa, Porto e Algarve, [para que] sejam incentivados a visitar as cidades, vilas e aldeias do Interior”, defendeu.

Para o autarca da cidade mais alta do país, “promover o turismo do Interior tem de ser assumido como uma prioridade nacional”.

“Aliás, concordo com a afirmação que ‘o luxo do século XXI vai ser o Interior de Portugal'”, declarou.

Na opinião de Carlos Chaves Monteiro, a FIT é uma referência e dá um “contributo importante” para a afirmação do Interior.

Segundo o autarca, o certame tornou-se “na segunda maior feira de turismo do país e a única do âmbito ibérico”.

A feira, organizada pela Câmara Municipal da Guarda, ocupa 11 mil metros quadrados e tem como destino convidado a província espanhola da Corunha.

O certame recebe mais de 500 entidades do setor turístico de Portugal e de Espanha, entre agências de viagens, regiões de turismo, municípios, hotéis, termas e outros representantes do setor.

Já o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, disse hoje, na Guarda, que o turismo “pode dar um contributo essencial à valorização do Interior do país”.

O governante, que discursava na inauguração da sexta edição da Feira Ibérica de Turismo (FIT), referiu que o território nacional “apresenta hoje uma realidade muito distinta daquela que tinha há 50 anos”.

No Interior do território “há menos gente” e “nas regiões menos densamente povoadas há um índice de envelhecimento muito grande”, observou.

“Precisamos de ser capazes de atrair investimento que possa criar emprego, que possa reter e atrair população, mas, precisamos também de ser capazes de valorizar o nosso território rural, de valorizar a nossa paisagem, que é fator de atração e é fator de enriquecimento para todo o país”, afirmou Pedro Siza Vieira.

O ministro da Economia referiu depois que a feira dedicada ao turismo que hoje inaugurou na Guarda “é uma boa ideia”, pois “situa-se no centro do território ibérico”.

“Os turistas que procuram estas regiões são, sobretudo, turistas do grande mercado ibérico – Portugal e Espanha. E esta região pode ajudar também a articular um fator decisivo para o desenvolvimento das regiões de fronteira, que é precisamente a colaboração entre os dois lados da fronteira, os municípios da raia”, considerou.




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