Câmara da Covilhã aumenta valor do concurso de transportes e mobilidade

Para evitar que o procedimento ficasse deserto, o município decidiu aumentar o preço global em um milhão e duzentos mil euros.

A Câmara da Covilhã decidiu alargar o prazo e aumentar o valor base do concurso para a concessão dos transportes urbanos e mobilidade para evitar que o procedimento fique deserto, face às mudanças do mercado provocadas pela pandemia.

A decisão foi aprovada em sessão privada do executivo municipal, na sexta-feira passada, dia 6, com a abstenção dos dois vereadores da oposição, que marcaram presença por videoconferência.

O concurso público internacional é, assim, prolongado até dia 31 de dezembro e o valor base passa de oito milhões de euros para nove milhões e duzentos mil euros, ou seja, mais um milhão e duzentos mil euros.

Visando a concessão dos transportes urbanos da cidade, bem como a gestão dos elevadores e sistema de mobilidade elétrica, o concurso foi lançado em abril, sendo esta a segunda vez que a autarquia decide prorrogar o prazo, devido à pandemia da covid-19, explicou o presidente Vítor Pereira.

Em declarações aos jornalistas depois da reunião do executivo, o autarca socialista lembrou que a quebra do número de utilizadores que se verifica nos transportes de todo o país alterou as condições de mercado ao nível dos preços e que isso levou a que o concurso para o sistema de mobilidade da Covilhã se tornasse “pouco apetecível”.

Para evitar que o procedimento ficasse deserto, o município decidiu aumentar o preço global em um milhão e duzentos mil euros.

Em vez dos 800 mil euros anuais, as novas condições preveem o pagamento de um milhão de euros nos dois primeiros anos e de 900 mil euros nos anos seguintes.

Vítor Pereira também referiu que os vereadores da oposição defenderam que o concurso deveria ser anulado e que se deveria aguardar pelo evoluir da situação, mas a maioria decidiu mantê-lo, considerando que não sabe quanto tempo a pandemia vai prolongar-se e que não é possível viver na incerteza permanentemente.

Mostrando-se confiante de que, com as mudanças, haverá interessados, Vítor Pereira também frisou que a anulação poderia ter custos mais elevados, uma vez que, tal como ocorreu em setembro, o município teria de lançar um ajuste direto para garantir a manutenção do serviço.

Dada a situação epidemiológica, os vereadores Adolfo Mesquita Nunes (CDS) e Carlos Pinto (De Novo Covilhã) marcaram presença por videoconferência, não estando assim no “briefing” presencial com os jornalistas.



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