“A resignação e a descrença não fazem parte da nossa maneira de estar e nenhum dos nossos partidos podia ficar em silêncio perante o atual estado de coisas”, disse o social-democrata João Prata, na sua intervenção.
Para o cabeça de lista, PSD, CDS-PP e IL formalizaram uma “coligação para um projeto vencedor”, que também está aberta aos guardenses que “se recusam a desistir da nossa cidade e do nosso concelho”.
“Estamos juntos porque partilhamos a mesma ambição: devolver à Guarda a capacidade de se afirmar como capital regional, como território de oportunidades, como cidade com voz e um concelho que vai voltar a contar”, garantiu João Prata.
O cabeça de lista considerou que a Guarda “perdeu tempo” neste mandato, marcado por “discursos vagos, ilusões projetadas para 2040 e pelo abandono do presente”.
Na sua opinião, “não pode haver segunda oportunidade para quem desperdiçou o benefício da dúvida. É tempo de virar a página. De não perderemos tempo com o que não é essencial para conseguirmos uma cidade mais atrativa, mais feliz, mais arejada e mais em paz”.
“Só a coligação PSD/CDS/IL consegue estabelecer e fortalecer o diálogo com a comunidade guardense para depois o fazermos com o Governo. Só nós, e com ambição para a Guarda ganhar”, afirmou João Prata.
O acordo de coligação foi assinado por Rui Ventura, líder da Distrital do PSD; por Pedro Morais Soares, secretário-geral do CDS, e por Luís Rolo, representante da IL na Guarda.
Rui Ventura disse à agência Lusa que “a preocupação destes três partidos é a mesma que existe nas pessoas da Guarda, que é preciso uma mudança na Câmara Municipal. Portanto, demos aqui uma resposta àquilo que tem sido a preocupação dos guardenses e espero que eles correspondam a esta nossa preocupação”.
Já Pedro Morais Soares elogiou o percurso político do cabeça de lista, João Prata, e justificou esta coligação com os “superiores interesses da Guarda”.
“Acreditamos profundamente que vamos conseguir mudar a Guarda, com ambição, porque o professor João Prata tem toda a capacidade, a competência e está muito para além daquilo que é a soma dos partidos”, acrescentou o dirigente centrista.
Por último, Luís Rolo realçou que o objetivo desta aliança é tornar a candidatura de João Prata “mais forte”.
“O grande motivo para a nossa união será mesmo essa, tornar o grupo maior, que possa reunir mais ideias e pessoas, porque, obviamente, somos mais fortes juntos do que separados”, disse.
O dirigente referiu que a IL ainda é “um partido pequeno na Guarda”, mas “queremos ajudar a mudar o panorama atual da governação autárquica e dar mais hipóteses a João Prata para conquistar a Câmara”.
Há quatro anos, as autárquicas foram ganhas pelo movimento independente Pela Guarda, liderado por Sérgio Costa, com 36,2% dos votos e três vereadores.
O PSD, que perdeu a Câmara a que presidia desde 2013, obteve 33,6% e também elegeu três vereadores.
O PS elegeu apenas um representante, com 17,9%, naquele que foi o seu o pior resultado de sempre em autárquicas na Guarda. O Chega foi a quarta força política, com 2,69%.
Sérgio Costa é o quinto candidato autárquico oficializado na capital de distrito, depois de João Prata (PSD), António Monteirinho (PS), Luís Soares (Chega) e José Pedro Branquinho (CDU).






