O nome do histórico militante foi anunciado esta sexta-feira pela Comissão Política Distrital num comunicado enviado à agência Lusa.
“João Prata apresenta-se como a alternativa capaz de devolver ambição à Guarda, apostando no reforço dos serviços públicos, na dinamização económica, na atração de investimento e na afirmação da cidade e do concelho como centro de excelência do Interior do país”, justifica a estrutura local do partido, liderada por Rui Ventura, que assina o comunicado.
O anúncio coloca um ponto final no conturbado processo de escolha do candidato social-democrata na Guarda e que incluiu negociações com Sérgio Costa, atual presidente da Câmara, para que o independente se recandidatasse desta vez com o apoio do partido.
João Prata foi a alternativa encontrada depois de gorada esta tentativa de aproximação ao ex-militante e a possibilidade de Álvaro Amaro ser candidato, após o Tribunal da Relação de Coimbra ter confirmado a condenação a três anos e meio de prisão, com pena suspensa, pelo crime de prevaricação de titular de cargo público no caso da parceria público-privadas celebrada entre a autarquia de Gouveia e o grupo MRG.
“Natural da Guarda, João Prata é uma personalidade amplamente reconhecida no concelho pelo seu percurso académico, profissional e cívico”, recorda a Distrital social-democrata na mesma nota.
O PSD acrescenta que o candidato tem uma carreira docente marcada “pelo rigor, pelo serviço público e pela dedicação à causa da educação” e alia “o conhecimento profundo da realidade local a uma visão estratégica para o desenvolvimento sustentável e inclusivo do concelho da Guarda”.
Presidente de Junta há mais de 30 anos, primeiro, na Junta de São Miguel da Guarda e depois na da Guarda, que resultou da agregação das três juntas da cidade, em 2013, João Prata foi também deputado na Assembleia da República em várias legislaturas, eleito pelo círculo eleitoral da Guarda.
“Essa experiência parlamentar reforça o seu conhecimento das políticas públicas e da realidade nacional, ao mesmo tempo que consolidou a sua ligação ao território e à defesa dos interesses da região no plano legislativo”, sustenta a distrital do PSD no mesmo documento.
Para o partido, o percurso autárquico e parlamentar de João Prata demonstra “uma liderança próxima, competente e comprometida com os interesses da população”, por conhecer “de forma direta os desafios e as potencialidades do território”, além de “manter uma relação de confiança com as pessoas e as instituições locais”.
“A escolha de João Prata reflete o compromisso do PSD com a construção de um projeto político renovador, credível e mobilizador, centrado nas pessoas e na valorização do potencial único do concelho da Guarda. É tempo de devolver esperança aos guardenses”, conclui Rui Ventura, presidente da Comissão Política Distrital.
Há quatro anos, as autárquicas foram ganhas pelo movimento independente Pela Guarda, liderado por Sérgio Costa, com 36,2% dos votos e três vereadores.
O PSD, que perdeu a Câmara a que presidia desde 2013, obteve 33,6% e também elegeu três vereadores.
O PS elegeu apenas um, com 17,9%, naquele que foi o seu o pior resultado de sempre em autárquicas na Guarda. O Chega foi a quarta força política, com 2,69%.




