Politécnico da Guarda garante animadores socioculturais competentes

O presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), Joaquim Brigas, disse hoje que a instituição que dirige tem, como uma das suas prioridades, preparar animadores socioculturais “competentes”.

“O IPG tem nas suas prioridades preparar profissionais competentes para a Animação Sociocultural”, disse Joaquim Brigas na sessão de abertura do XXIX Congresso Internacional de Animação Sociocultural, que decorre, até sábado, no Teatro Municipal da Guarda, com a participação de cerca de três centenas de animadores socioculturais.

Segundo o responsável, o IPG, que leciona o curso de Animação Sociocultural através da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto, tem como preocupação formar “profissionais bem preparados, atualizados nos seus conhecimentos”, para o exercício das suas tarefas futuras.

“O Politécnico da Guarda tem-se empenhado, de forma mais atual e inovadora possível, em adequar a formação que dá aos seus estudantes, às necessidades do mercado de emprego, desde logo, ao mercado de emprego da nossa região, mas, obviamente, não só”, referiu.

Segundo o responsável, o apuramento das necessidades tem sido feito em estreita colaboração com as Câmaras Municipais, as instituições particulares de solidariedade social e com as instituições privadas, entre outras.

Joaquim Brigas disse ainda que o papel dos animadores socioculturais “é central” na construção de uma sociedade democrática e inclusiva.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, disse no seu discurso que a realização do XXIX Congresso Internacional de Animação Sociocultural na cidade é “um momento muito importante para a Guarda”.

Depois de referir que o território do município possui problemas relacionados com a demografia, falta de jovens e envelhecimento da população, disse que tem de ser feito “um melhor aproveitamento” dos animadores socioculturais, para “dar vida ao território” e “alegria” aos residentes.

“Faz sentido apostar na Animação Sociocultural na vertente da valorização do território e da animação dos seus residentes”, defendeu o autarca.

A presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural (APDASC), Isabel Filipe, disse na abertura dos trabalhos que o congresso pretende discutir e demonstrar que os animadores socioculturais têm “um papel muito importante na sociedade”, acreditando que a profissão terá “um futuro lindo”.

“Construindo o Futuro” é o tema do congresso internacional que está focado no papel da Animação Sociocultural face aos desafios do futuro, apresentando as inovações na área, as boas práticas e preparando os profissionais para os desafios da transformação social com a nova era da inteligência artificial.

A atualização do Estatuto do Animador Sociocultural e a definição categórica de uma carreira para estes profissionais serão também assuntos a apresentar e a debater durante os trabalhos que contam com a presença de participantes de vários pontos do país e de Espanha.

O Congresso Internacional de Animação Sociocultural é organizado pela APDASC e conta com os apoios da Câmara Municipal da Guarda, do IPG e da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e Bibliotecas.



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