Aristides de Sousa Mendes morreu há 65 anos

O Cônsul de Portugal em Bordéus ignorou ordens de Salazar, concedendo 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados que pretendiam fugir de França, aquando da invasão nazi. Estima-se que tenha salvo 10 mil judeus do Holocausto.

Como cônsul de Portugal em Bordéus, aquando da invasão da França pela Alemanha nazi, na II Guerra Mundial, abriu as portas da sobrevivência a milhares de pessoas, passando pela fronteira de Vilar Formoso.

Este diplomata português – que nascera em Carregal do Sal, Cabanas de Viriato, a 19 de julho de 1885 – concedeu vistos a refugiados de diversas nacionalidades, pessoas que desejavam fugir da França, em 1940, salvando-as do Holocausto.

O Município de Almeida criou o Museu “Vilar Formoso Fronteira da Paz, Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes”, dedicado à passagem dos refugiados por Portugal, durante a Segunda Grande Guerra. Estima-se que Aristides de Sousa Mendes, apelidado de “o Schindler português” tenha salvo 10 mil judeus do Holocausto. Aristides de Sousa Mendes morreu a 3 de abril de 1954.

O museu está alojado ao lado da estação ferroviária de Vilar Formoso, ocupando dois antigos armazéns, onde são apresentados seis núcleos expositivos: “Gente como nós”, “Início do pesadelo”, “A viagem”, “Vilar Formoso – Fronteira da Paz”, “Por terras de Portugal” e “A partida”.

Vilar Formoso era a porta de entrada em Portugal, reconhecida pela sua hospitalidade. Há inúmeros testemunhos de refugiados que descrevem Vilar Formoso como um local simpático, onde os refugiados eram acolhidos com enormes panelas de sopa, pão e alojamento.

Portugal era um país neutral na II Guerra Mundial, desempenhando um papel crucial como ponto de passagem para os refugiados que fugiam aos horrores do Nazismo. A maior parte dos refugiados eram anónimos, mas entre eles havia também escritores reputados, cineastas, artistas, atores, intelectuais, políticos, membros da realeza, agentes secretos, entre outros.

Alguns dos refugiados que passaram por Portugal nesse período relataram essa experiência nas suas memórias, como por exemplo: Arthur Koestler, Alfred Döblin, Heinrich Mann, Antoine de Saint – Exupéry, Erika Mann, George Rony e Peggy Guggenheim.

O museu abriu as suas portas no dia 26 de agosto de 2017, tendo sido inaugurado pelo Presidente da Républica Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

O espaço museológico pode ser visitado nos seguintes horários:

Terça a sexta-feira: 9h00 – 12h30 / 14h00 – 17h30
Sábados, domingos e feriados: 10h00 – 12h30 / 14h00 – 17h30
Encerrado às segundas-feiras, 1 de janeiro, 01 de novembro, 24 e 25 de dezembro

 




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