Álvaro Amaro diz que reverter mapa de freguesias é fazer “política eleitoral”

O presidente da Câmara da Guarda disse que a reversão do mapa de freguesias antes das eleições legislativas permitirá fazer “política eleitoral com o ordenamento do território”, algo que “não se devia fazer”.

O social-democrata Álvaro Amaro, que também é presidente dos Autarcas Social Democratas (ASD), disse aos jornalistas, à margem da reunião quinzenal do executivo, que a proposta é uma “completa cortina de fumo”.

O Jornal de Notícias (JN) noticiou na semana passada que o Governo vai avançar com uma proposta de lei que permitirá a reversão de freguesias extintas.

“Na minha opinião, claro está. É uma completa cortina de fumo. Mais, é ‘geringonçar-nos’, é o país a ‘geringonçar’. Quer dizer, é desenterrar o machado de uma coisa que não se vai fazer. É política eleitoral com o ordenamento do território, que era aquilo que não se devia fazer”, afirmou o presidente da Câmara Municipal da Guarda.

Álvaro Amaro alertou que, a concretizar-se a intenção de reverter freguesias que foram agregadas pelo anterior Governo do PSD, durante a campanha eleitoral para as próximas eleições legislativas “uns vão chegar ali à freguesia A, cá na Guarda ou onde se quiser, de norte a sul do país e irão dizer: ‘já sabem, votem em nós que a freguesia volta se nós ganharmos”.

“Onde não der jeito calam-se, onde der jeito, dirão: ‘não, ninguém mexe nisto, está tudo bem’. Isto não é sério. Politicamente não é sério, na minha opinião, e acho um disparate pegado nesta altura”, vaticina o autarca do PSD.

Na opinião do autarca, “era muito mais sério pensar a melhor organização do Estado”.




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