Utentes da Guarda satisfeitos com redução no preço dos transportes

Vários utentes dos transportes públicos da Guarda mostraram-se hoje satisfeitos com a redução do preço dos passes que estão em vigor desde quarta-feira, por diminuírem os encargos monetários com as deslocações diárias.

Desde quarta-feira que todos os passes rodoviários e ferroviários na região que integra o território da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) têm uma redução no custo de 40%.

Segundo a CIM-BSE, “a redução vai mesmo chegar aos 60%”, no caso de passes para residentes estudantes, com menos de 23 anos, e para residentes com mais de 65 anos.

A CIM-BSE é constituída por 15 municípios: 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).

A medida foi recebida com satisfação por alguns utentes do concelho da Guarda que utilizam os transportes públicos rodoviários para as deslocações diárias de casa para o trabalho, em particular aqueles que residem nas aldeias e pagam os passes mais caros do que os utilizadores da rede urbana.

Os utentes hoje contactados pela agência Lusa no Centro Coordenador de Transportes da Guarda referiram que a redução do preço dos passes mensais, que vai ter efeitos práticos no mês de junho, vai permitir “poupar algum dinheiro”.

Maria Lopes, de 53 anos, residente na aldeia de Casal de Cinza, que pagava mensalmente um passe no valor de 60,75 euros, vai sentir uma redução de 40% a partir de junho.

“Os 60,75 euros ainda custam muito a pagar. A diminuição do preço do passe já dá para pagar outra coisa”, disse.

Outra utente, Ana Costa, de 54 anos, desempregada, moradora na aldeia de Meios, também recebeu a novidade com satisfação.

A mulher, que frequenta um curso de formação profissional na cidade da Guarda, tem um encargo mensal com transportes no valor de 62,20 euros.

Ana Costa ainda não fez as contas ao valor que vai poupar, mas admite que “o desconto sempre alivia um bocadinho a carteira e o que se poupa dá para os medicamentos”.

“A redução de 40% no passe é bem boa. Para quem ganha pouco, como eu, é uma boa ajuda”, disse Maria de Lurdes, residente na povoação de Gata, que tem tido um gasto mensal de 37,80 euros.

Outra mulher, Maria Carreira, de 64 anos, moradora na aldeia de Cubo, que faz 65 anos em junho, também concorda com as reduções anunciadas, pois em breve vai ter o desconto máximo no passe mensal que tem custado 27,95 euros.

“Já tinha ouvido dizer que os passes iriam ter desconto, mas pensei que não fosse para nós, porque quando comprei o passe deste mês não me disseram nada. Mas ainda bem que também temos direito aqui na Guarda, porque a vida está muito difícil”, disse.

Maria Helena Tavares, de 67 anos, reformada, também considera tratar-se de uma medida “muito boa”, que “só peca por tardia”.

Segundo fonte de uma operadora de transportes de passageiros, de momento “não há pedidos de novos passes” e as diferenças nos preços a pagar pelos utentes “só se notam a partir de junho”.

Segundo um comunicado da CIM-BSE, a aplicação do PART – Programa de Apoio à Redução Tarifária nos transportes públicos de passageiros “envolve um custo anual total de 509.094 euros, dos quais 496.677 serão suportados pelo Orçamento Geral do Estado e o restante por cada um dos 15 municípios que integram aquela Comunidade Intermunicipal.




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