Turismo rendeu mais 17% em 2016

O estudo refere ainda que a capacidade hoteleira em Portugal tem subido de forma significativa na última década.

O volume de negócios agregado de hotéis, estalagens, aparthotéis, motéis, pensões e outros estabelecimentos de turismo registou uma subida de 17% no ano passado, para 3.075 milhões de euros, divulgou, esta segunda-feira, a Informa D&B.

De acordo com o estudo setores ‘Estabelecimentos Hoteleiros’, esta subida em 2016 foi sustentada “no bom comportamento da procura portuguesa e, nomeadamente, estrangeira”, sendo que “no curto prazo continuará o crescimento da faturação setorial”.

O número de hóspedes nos hotéis, estalagens, aparthotéis, motéis, pensões, pousadas, aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, bem como estabelecimentos do turismo no espaço rural e novas unidades de alojamento local ultrapassou os 19 milhões em 2016, “registando um crescimento face a 2015 de cerca de 10%, taxa semelhante à registada pelas dormidas, as quais se elevaram a 53,5 milhões”.

Já no caso em particular dos hotéis, a Informa D&B aponta que o número de hóspedes aumentou 12% para 14,7 milhões.

“As dormidas de residentes em Portugal cresceram 5,2% até aos 15,2 milhões, 28,5% do total”, refere.

No ano passado, “sobressaiu o notável aumento das dormidas da população estrangeira, situada em 11,4%, e nomeadamente das correspondentes a residentes nos Estados Unidos (+20,8%), França (+18,1%), Brasil (+13,6%) e Holanda (+13,4%). Os britânicos mantiveram-se em 2016 como os clientes estrangeiros mais importantes, assumindo 17,3% das dormidas totais”.

O estudo refere ainda que a capacidade hoteleira em Portugal tem subido de forma significativa na última década, acrescentando que “considerando aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, hotéis, estalagens, aparthotéis, motéis, pensões e pousadas, o número total de camas aumentou cerca de 40%, passando de 263.814 em 2005 para 362.005 em 2015”.

Por sua vez, o número de estabelecimentos atingia os 4.339 em 2015, contra 2.012 uma década antes.

Por distribuição geográfica, regista-se uma concentração da atividade no Algarve, onde está um terço do total das camas, e Lisboa, com cerca de 20%.



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