Turismo e restauração ganham peso na economia nacional

Os últimos anos têm sido de mudanças no universo do tecido empresarial português.

A crise financeira e o IVA a 23% levaram ao fim de muitos negócios, algo a que os setores de turismo e restauração não foram imunes.Ainda assim, são precisamente estes dois setores que têm mostrado maior força e crescimento nos últimos anos. Em muitos casos, foi mesmo a alternativa encontrada por quem perdeu o emprego.

Miguel Júdice, CEO do grupo Quinta das Lágrimas, explica ao Diário Económico que “com a crise, a criação de pequenos restaurantes e cafés foi a solução para muitos que perderam o emprego”. Não por acaso, turismo e restauração são áreas que muitas vezes têm sinergias entre si.

Teresa Cardoso Menezes, diretora-geral da Informa D&B, explica à mesma publicação que os restaurantes de pequena dimensão aumentaram em número, algo que justifica também o facto de o valor médio de faturação no setor ter diminuído.

Por oposição, enquanto turismo, restauração e até serviços ganharam peso no setor empresarial português, a construção seguiu o caminho contrário. As principais construtoras portuguesas, na verdade, viram-se obrigadas a olhar para outros mercados para responder à crise em Portugal, que se sentiu com particular incidência precisamente neste setor.



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