Trilhos nas margens do rio Noéme na Guarda concluídos até agosto

A Câmara Municipal da Guarda prevê concluir até agosto o projeto de requalificação das margens do rio Noéme, que contempla a criação de percursos pedonais e cicláveis entre as localidades de Vale de Estrela e Rochoso.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, a intervenção que permite a criação dos “Trilhos do Noéme” foi iniciada em 2018, no âmbito do projeto de despoluição dos rios Noéme e Diz, e envolve um investimento global de cerca de um milhão de euros.

“E nós [Câmara Municipal] contactámos todos os proprietários desses terrenos ao longo das margens dos rios Diz e Noéme. Depois, houve intervenção na recuperação e requalificação dessas margens em termos ambientais e florestais. Melhorámos as zonas de passagem, quer pedonais, quer até de bicicleta, as pontes de ligação de uma margem à outra e também valorizámos do ponto de vista ambiental essas acessibilidades”, disse o autarca aos jornalistas, na terça-feira, no final da reunião quinzenal do executivo.

Carlos Chaves Monteiro vaticina que o projeto que está a ser realizado com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente “estará totalmente cumprido até ao mês de agosto”.

“Nós gostaríamos que até agosto pudéssemos usufruir de todo esse espaço”, disse, referindo que, a partir dessa data, os habitantes do concelho passarão a desfrutar das paisagens e do “bem-estar ambiental” existente nas margens do rio Noéme.

“É mais uma forma de desfrutarmos da nossa cidade, mas também poder desenvolver muitas das ações que já fazemos, através desses percursos, que ligam, pelos rios, o mundo rural ao espaço mais urbano da cidade e, também, a partir deles desenvolver outras atividades lúdicas e recreativas, com os jovens, com os alunos, e sensibilizá-los para a educação ambiental”, considera o autarca.

O rio Noéme é um afluente do rio Côa, que nasce em Vale de Estrela e atravessa várias aldeias dos concelhos de Guarda, Sabugal e Almeida.

O assunto da despoluição do rio Noéme foi abordado no período de antes da ordem do dia da reunião da Câmara da Guarda pelo vereador do PS Eduardo Brito.

O socialista considerou que as intervenções realizadas pela autarquia naquele curso de água são “mera cosmética”, porque “não está a ser atacado o problema de fundo, que é a poluição”.

“A Guarda tem que resolver este problema [da poluição], custe o que custar. Se não houver despoluição é porque a Câmara não tem vontade política para enfrentar todos os problemas”, disse.

O presidente da autarquia indicou que o município contratou uma entidade para ajudar a identificar os focos poluentes, para “impedir” ou para “tomar medidas mais radicais, para evitar que o rio [Noéme] continue a ser contaminado”.

Carlos Chaves Monteiro também lembrou que no Dia Mundial do Ambiente foi inaugurada a obra de remodelação e ampliação da Estação de Tratamento de Águas Residuais do Torrão, considerada “especialmente importante no quadro da despoluição do rio Noéme”.




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