Comunidade da Guarda convocada para elaborar Plano Local de Saúde

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Ana Isabel Viseu, coordenadora da Unidade de Saúde Pública da ULS da Guarda, realçou a importância de os planos locais de saúde serem feitos com parceiros internos e externos.

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, através da Unidade de Saúde Pública, está a preparar o Plano Local de Saúde 2023-2030 e pediu a colaboração das entidades da região para identificar os problemas de saúde da população.

Num encontro com representantes de diversas entidades e alguns autarcas da área da ULS da Guarda, realizado na segunda-feira, os responsáveis pela Unidade de Saúde Pública da ULS da Guarda apresentaram o diagnóstico com dados reportados a 2021 e pediram o envolvimento dos agentes locais no processo de priorização de problemas.

“Convidámos as entidades presentes para que nos auxiliem a fazer um diagnóstico de saúde e perceber se existem problemas de saúde, que, além destes [identificados no diagnóstico], possam estar a afetar a nossa população”, explicou Mário Salvador, da Unidade de Saúde Pública.

“Cada instituição terá a possibilidade de valorizar cada um dos problemas que a ULS identificou e acrescentar até problemas que os dados podem estar a omitir”, sustentou o médico.

Mário Salvador ressalvou que o diagnóstico tem dados de 2021 e está feito com dados apurados pelos profissionais de saúde, pelo que “pode haver défice de informação por já terem decorrido dois anos”.

O médico admitiu a possibilidade de estar em falta no diagnóstico dados sobre a saúde mental e as perturbações decorrentes do pós-pandemia e os resultados dos rastreios que ficaram em atraso.

“São áreas que devemos dar atenção nos próximos meses e promover a sua atualização”, destacou Mário Salvador.

Ana Isabel Viseu, coordenadora da Unidade de Saúde Pública da ULS da Guarda, realçou a importância de os planos locais de saúde serem feitos com parceiros internos e externos.

A responsável apontou que o objetivo deste documento “é uma melhor utilização dos parcos recursos”.

“Sabemos sempre que são insuficientes, mas saberemos programar e melhorar aquilo que temos”, sublinhou.

Para a responsável, pretende-se que este plano seja “um instrumento de mudança e de promoção da saúde”.

“Estamos a prever um plano com horizonte até 2030. Pensamos que apostar na promoção da saúde e na prevenção da doença será sempre o melhor caminho”, evidenciou.

O diagnóstico apresentado dá conta que o colesterol alto e a hipertensão são das patologias mais predominantes nos utentes da ULS da Guarda.

“E esses são alguns dos fatores de risco das doenças graves como os enfartes e os acidentes vasculares cerebrais (AVC) que são a maior causa de mortalidade na ULS da Guarda neste momento”, alerta Mário Salvador.


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