Santinho Pacheco quer projeto para devolver órgão de tubos à Sé Catedral da Guarda

O deputado do PS Santinho Pacheco perguntou ao Ministério da Cultura quando é que a Sé Catedral da Guarda vai ter um órgão de tubos, “a única catedral do país que não tem esse instrumento de música sacra”.

O socialista recorda, na pergunta ao Governo, que os tubos ou canaria do órgão da catedral foram destruídos pelos soldados franceses, em 1812, em fuga para Salamanca. “Desde há mais de dois séculos que a Sé Catedral da Guarda não dispõe do seu órgão de tubos”, lamenta.

Santinho Pacheco considera natural que “a diocese da Guarda, a população e as autoridades locais nunca tenham desistido da ideia de devolver à catedral o sumptuoso órgão do século XVIII”.

Ora, “em 2009 é encomendado a Gerhard Grenzing, o maior especialista em órgãos ibéricos, após visita à Sé Catedral, um projeto do futuro órgão, totalmente novo”, recordou o deputado, que assinalou que esse projeto nunca se concretizou.

“Eis quando em julho de 2015, durante a assinatura do protocolo entre a Câmara da Guarda e a Direção Regional de Cultura do Centro, o presidente da Câmara anunciou que no plano de investimentos da CIM [Comunidade Intermunicipal] das Beiras e Serra da Estrela estava prevista a verba de 400 mil euros para comprar um órgão de tubos para a Sé da Guarda, o que ainda não aconteceu”, lembrou.

Santinho Pacheco referiu ainda que o autarca tornou público que “vai ser apresentada uma candidatura a fundos comunitários para que o antigo órgão de tubos da Sé possa ser restaurado, porquanto a Direção Regional de Cultura do Centro e a diocese desistiram de comprar o órgão de tubos novo e optaram pela reconstrução do original”.

Nessa altura ficou a saber-se que a candidatura aos fundos comunitários seria entregue até ao final de 2018 e que o projeto deveria custar 600 mil euros.

No entanto, em março de 2019 “a diocese da Guarda revela que não há nada para restaurar, não há um único tubo do antigo órgão da Sé”. “A diocese estranha mesmo que a Direção Regional de Cultura do Centro tenha ordenado a substituição do projeto de um órgão novo, que tinha já assegurado o financiamento comunitário, pelo restauro do que existiu, cujos vestígios há muito desapareceram”, apontou o parlamentar socialista.

Por isso, Santinho Pacheco perguntou à ministra da Cultura a quem compete a condução do projeto e que envolvimento têm a Direção Regional de Cultura do Centro, a diocese e a Câmara Municipal da Guarda.



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