O IPG refere, em nota hoje enviada à agência Lusa, que a RNIM “vai promover o desenvolvimento de uma rede de montanhas de investigação a nível nacional, juntamente com atividades de investigação e desenvolvimento experimental, em estreita articulação com o ensino, a aprendizagem e a inovação”.
O projeto atuará em domínios como segurança alimentar, disponibilidade de alimentos, agricultura e produção florestal sustentáveis, clima, ambiente, eficiência de recursos e matérias-primas, saúde, bem-estar e alterações demográficas, produção energética eficiente, limpa e segura, recursos naturais e hábitos socioculturais, conhecimento, património e turismo.
Segundo o IPG, a iniciativa também pretende, em simultâneo, “criar uma rede de responsabilidade social sustentada no estabelecimento de estratégias e parcerias que visem o fortalecimento do conhecimento e da identidade territorial, capacitando este território de uma maior atratividade e qualidade de vida”.
Gonçalo Fernandes, vice-presidente do IPG, citado na nota, refere que o facto de a RNIM ser lançada no dia Internacional da Montanha “constituiu um momento de fomentar um novo olhar” para o território da região da Guarda, “com maiores responsabilidades, desafios e criação de estratégias que tenham repercussões na ciência, economia e nas comunidades locais, por via de políticas com especificidade territorial e reconhecedoras dos valores e interesse estratégico” da zona.
Segundo o responsável, o objetivo da criação de uma iniciativa nacional de investigação de montanhas “contribui para a implementação das agendas mundiais de investigação para a sustentabilidade em áreas de montanha e a valorização dos seus recursos e funções”.
“O papel das montanhas na história da humanidade e a riqueza de recursos que albergam têm sido insuficientes para atrair a atenção das autoridades políticas nacionais para intervenções de valorização, gestão e ordenamento específicas, no sentido da sua gestão sustentável, pelo que esta rede poderá potenciar novos caminhos e estratégias capazes de estimular a economia destes territórios, alavancada pela ciência e consequente transferência de conhecimento”, considera.
A Rede Nacional de Investigação da Montanha será apresentada no dia 11 de dezembro, pelas 14h30, no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPG.