PCP questiona Governo sobre fecho de duas fábricas do setor têxtil na Guarda

O documento do PCP questiona o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o encerramento da Confama (Famalicão da Serra) e a Serralã (Trinta).

Os deputados do PCP Duarte Alves e Rita Rato questionaram o Governo sobre duas fábricas do setor têxtil que fecharam este ano no concelho da Guarda e que lançaram cerca de 90 trabalhadores para o desemprego.

Numa pergunta enviada através da Assembleia da República, os deputados questionam o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, sobre a empresa Confama – Confeções Lda., com sede na freguesia de Famalicão da Serra, cujos 70 trabalhadores suspenderam os contratos de trabalho no dia 01 de março, e sobre o futuro dos cerca de 20 operários da empresa Serralã, situada na freguesia de Trinta, que fechou as portas em janeiro.

No documento, o PCP questiona se “tem o Governo conhecimento das razões que levaram ao encerramento da Serralã” e “que medidas estão previstas para que sejam assegurados os direitos dos trabalhadores que perderam o seu posto de trabalho”.

“Que ações têm sido desenvolvidas, nomeadamente pela Autoridade de Condições de Trabalho (ACT), no sentido de assegurar os direitos dos trabalhadores da Confama, em Famalicão da Serra, concelho da Guarda, nomeadamente o atraso nos salários?”, acrescenta.

O PCP também quer saber se o Governo tem acompanhado, nomeadamente através da ACT, “a situação da suspensão dos contratos de trabalho” na Confama e, em caso afirmativo, “que resultados se conhecem desse acompanhamento”.

“Que acompanhamento está o Governo a fazer da situação dos setores têxtil e de confeção de vestuário, tendo em conta as ameaças de deslocalizações e encerramentos, nomeadamente no distrito da Guarda?”, é também perguntado por Duarte Alves e Rita Rato.

No documento, o PCP afirma que o encerramento das duas fábricas do setor têxtil do concelho da Guarda “são exemplos que se juntam a outros, que revelam como o Interior tem sido prejudicado pelas políticas de direita e de submissão aos ditames da União Europeia”.

“A juntar a todas estas dificuldades, o Interior continua a deparar-se com as adversidades decorrentes do encerramento de serviços públicos, de entidades públicas que deveriam servir de apoio às empresas (de que é exemplo o encerramento das Direções Regionais de Economia), a introdução de portagens em vias que não deveriam ter custos para o utilizador (como a A23 autoestrada Guarda – Torres Novas e a A25 autoestrada Aveiro – Vilar Formoso), entre outros”, rematam os dois parlamentares do PCP.




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