PCP da Guarda diz que candidatura a Capital da Cultura é oportunidade de desenvolvimento

A DORG considera que o município deve assumir a candidatura a Capital Europeia da Cultura “como um elemento que fomente a cooperação entre a administração – local e nacional -, o movimento associativo e outros agentes culturais”.

A Direção da Organização Regional da Guarda (DORG) do PCP considerou hoje que a candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027 “poderá ser uma oportunidade de desenvolvimento da cidade e da região”.

Em comunicado enviado à agência Lusa o PCP/Guarda, alerta, no entanto, “para o erro de se pensar a Capital Europeia da Cultura como um evento que começa e termina sem deixar raízes”.

“Tal terá que ser visto como um instrumento mais de implementação de uma política cultural democrática e acessível a todos, com impactos visíveis não só na vida da cidade como na da região”, defende.

A DORG considera que o município deve assumir a candidatura a Capital Europeia da Cultura “como um elemento que fomente a cooperação entre a administração – local e nacional -, o movimento associativo e outros agentes culturais”.

“Esta cooperação deve assentar em relações recíprocas de transparência e de confiança. Neste processo, compete à autarquia assegurar, por um lado, a diversidade e a consolidação do tecido cultural, bem como a abrangência territorial. Em suma, esta candidatura deve constituir um estímulo à dinâmica associativa, cultural e artística”, sustenta.

O partido considera ainda que a candidatura “deverá também ser integrada no processo de construção de uma cidade que se pretende afirmar através da sua Cultura”, pelo que deverá ter em conta aspetos como a requalificação do centro histórico e a valorização do património.

A DORG propõe “que se pense num ‘livro patrimonial’ sobre a forma de roteiro histórico para que seja mais fácil o seu conhecimento”.

A mesma estrutura política considera ainda “imprescindível” a construção de uma agenda cultural que envolva todos os agentes da cidade e da região, para “garantir o envolvimento de todos, assim como a diversidade e a qualidade das manifestações culturais que venham a ser pensadas”.

“É fundamental que esta candidatura não se apresente como exclusiva da cidade da Guarda, devendo antes ser encarada como um desiderato de toda a região e de todos os agentes culturais que trabalham no seu território”, aponta.

No comunicado, o PCP/Guarda também defende que a candidatura a Capital Europeia da Cultura “pode, e deve, contribuir para o aumento da oferta cultural da cidade, mas também para a sua expansão a todo o distrito, levando o bom cinema, a boa música e a melhor seleção das artes performativas e plásticas a todos os recantos do distrito”.

“A promoção do património não se deve restringir à cidade da Guarda, mas de todo o distrito, desde o Vale do Zêzere em Manteigas, às gravuras paleolíticas do Côa, ao megalitismo de Aguiar da Beira, Fornos, Seia ou Gouveia, até aos castelos medievais de Pinhel, Trancoso, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Sabugal ou Celorico [da Beira] ou à impressionante fortificação de Almeida que luta também pela sua classificação como Património Mundial”, conclui.




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