Município da Guarda elabora Plano de Desenvolvimento Turístico concelhio

O protocolo pretende desenvolver “uma melhor organização de todas as componentes que no âmbito do turismo podem construir um produto que venha a ser consumido pelos turistas” no período pós-pandemia de covid-19.

A Câmara Municipal da Guarda decidiu, por unanimidade, estabelecer um protocolo de parceria com o Instituto Politécnico local para elaboração de um Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo no concelho.

O presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, disse ontem aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo, por videoconferência, que o plano será elaborado pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento, Inovação e Turismo do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), no prazo de sete meses.

O protocolo pretende ajudar a autarquia a desenvolver “uma melhor organização de todas as componentes que no âmbito do turismo podem construir um produto que venha a ser consumido pelos turistas” no período pós-pandemia de covid-19.

Segundo o autarca social-democrata, o IPG irá “definir as linhas fundamentais com que essa estratégia tem que ser concretizada”.

“O objetivo deste protocolo integra a definição do papel estratégico do turismo no desenvolvimento local, tendo por base escolhas políticas baseadas na qualidade e sustentabilidade, bem como as tendências nacionais e internacionais no turismo e das opções de desenvolvimento local e regional, de forma a colocar os parceiros públicos e privados num sistema de parceria e cooperação, com vista à prossecução dos objetivos definidos pelo nosso concelho”, explicou.

Na opinião de Carlos Chaves Monteiro, o Plano de Desenvolvimento Turístico “deve afirmar o concelho como um território de desenvolvimento turístico baseado na qualidade e especialmente orientado para a atração seletiva de nichos de mercado turístico e para a diversificação de investimentos empresariais”.

A elaboração do documento irá desenvolver-se durante sete messes e em várias etapas, sendo a primeira relacionada com o diagnóstico da atividade turística na Guarda, produtos e recursos detidos, estratégias promovidas e diferenciações do território face ao seu posicionamento e às diferentes realidades das freguesias.

Seguem-se duas etapas para “estruturar a oferta e produtos turísticos do município da Guarda e lógicas para a sua promoção, de acordo com as visões dos ‘stakeholders’, comprometimentos governativos e tendências do setor” e outra para elaboração do Plano Estratégico de Turismo “consubstanciado em eixos estratégicos, ações promocionais, ligação e apoios e financiamento”.

Na última fase do processo serão desenvolvidos trabalhos no âmbito da identificação das políticas nacionais e europeias para o setor e a sua ligação com os eixos estratégicos e ações definidas no plano, fomentando financiamentos, apoios e projetos.

“Parece-nos que é um bom caminho este de definir uma estratégia, envolvendo uma instituição de ensino superior do concelho, do distrito e da região, e com metas e objetivos e objeto concreto de trabalhos a realizar durante estes sete meses”, declarou Carlos Chaves Monteiro.

A elaboração do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo no Concelho da Guarda envolve um custo de “20 mil euros +IVA”, segundo o autarca.



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