Marcha lenta pelo fim das portagens saiu da Guarda pelas 16h23 rumo ao Fundão

Quinze viaturas saíram pelas 16h23 em marcha lenta da Guarda em direção à Covilhã, pela Estrada Nacional (EN) 18, em defesa do fim do pagamento de portagens nas antigas Scut (vias sem custos para o utilizador).

A iniciativa da Plataforma P’la Reposição das Scut na A23 e na A25, estrutura de luta contra as portagens nas antigas Scut, também tem partidas da Covilhã (Jardim das Artes) e de Castelo Branco (campo de futebol), às 16:45, e do Fundão (rotunda de Alcongosta, 17:20), para culminar na rotunda de acesso à A23 no Fundão.

Todos os trajetos são feitos pela EN 18, uma alternativa às portagens da A23, segundo a organização.

A iniciativa é organizada com o objetivo de, uma vez mais, apelar ao Governo que proceda à abolição das portagens naquelas vias.

O Governo aprovou descontos nas portagens a partir de janeiro de 2021, mas a medida não serve os interesses da região que continua a clamar pela isenção total.

“Os 25% anunciados pelo Governo são uma falácia e um embuste. Nós vamos continuar com esta luta. É uma luta que não tem fim enquanto não conseguirmos aquilo que nós queremos que é a isenção das portagens”, disse Zulmiro Almeida, da Plataforma P’la Reposição das Scut na A23 e na A25.

O responsável garante que “a luta vai continuar” pela defesa da abolição das portagens até ao fim da atual legislatura.

“Não estamos a pedir nada de especial, estamos a pedir apenas uma discriminação positiva para o interior”, disse aos jornalistas antes de seguir viagem para o Fundão.

Algumas das viaturas que integram o protesto, que teve início com algum ruído causada pelas buzinas dos automóveis, exibiam bandeiras e cartazes com apelos ao fim do pagamento de portagens nas autoestradas da região.

Os promotores na iniciativa, a que se associaram políticos, sindicalistas e alguns residentes na Guarda, também voltaram a deixar apelos como “Senhor primeiro-ministro ouça o interior” e “Portagens ou emprego?”.

A Plataforma P’la Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.



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