Marcella Petriglia é atualmente professora contratada de Língua portuguesa e brasileira na Universidade de Florença. No a.l. 2024-2025, foi bolseira do programa “Investigação em Cultura Portuguesa” da Fundação Calouste Gulbenkian com o projeto “Aspetos genéticos da obra de Eugénio de Andrade: textos em movimento, dos arquivos à tradução”, que retomava e prosseguia as pesquisas de Doutoramento em Linguística (Universidade de Évora) e em Ciências do Texto (Sapienza, Università di Roma), conseguido em 2023 e financiado pelo Camões, I. P. Membro da Cátedra António Vieira do Camões, I. P., da Sapienza, entre as várias traduções que realizou para o italiano, sinaliza-se a da coletânea de Eugénio de Andrade Vertentes do Olhar, publicada em 2024 pelas edições Nuova Cultura de Roma. As suas áreas de estudo incluem os estudos da tradução, também numa perspetiva genética, e a presença da oralidade nos textos literários.
As 32 obras a concurso foram apreciadas por um júri constituído por Alípio de Melo (representante do Município de Gouveia), José Manuel Mendes (Associação Portuguesa de Escritores) e Manuel Frias Martins (Associação Portuguesa de Críticos Literários).
Segundo o júri trata-se de um ensaio que acrescenta dados importantes à bibliografia passiva de Eugénio de Andrade, quer no domínio da inventariação, divulgação e análise do espólio do poeta, quer no da abordagem estilística dos seus textos poéticos. Dando uma atenção cuidada aos principais textos críticos sobre o poeta, Marcella Petriglia. mostra na sua abordagem ensaística uma notável adesão ao princípio de leitura próxima dos textos, mantendo sempre uma clareza linguística e conceptual cuja qualidade o júri reconheceu unanimemente. Para além do reconhecimento do autor e da obra literária vencedora, o prémio terá um valor pecuniário de dez mil euros e será entregue ao autor em cerimónia pública em outubro de 2026, no âmbito do Festival Literário Em Nome da Terra.
O galardão já distinguiu, entre outras, as obras “Que possível ensaio sobre a verdade em Vergílio Ferreira”, da autoria de Maria do Rosário Cristóvão (2018), “Dor de Ser Quase, Dor Sem Fim”, de Iolanda Martins Antunes (2016), “O Cómico em Vergílio Ferreira”, de Jorge Costa Lopes (2013), “Diário dos Imperfeitos”, de João Morgado (2012) e “Estação Ardente”, de Júlio Conrado (2006) e “José Saramago: a Literatura e o Mal” de Carlos Nogueira (2022) Por amor a Leonor” (2024). O Prémio Vergílio Ferreira distingue bienalmente, de forma alternada, um romance e um ensaio literário. Instituído em 1997 pela Câmara Municipal de Gouveia tem com o objetivo homenagear o escritor Vergílio Ferreira, natural de Melo, concelho de Gouveia, e incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da Língua Portuguesa.






