Figueira de Castelo Rodrigo recebe Encontro Nacional da Rede de Centros de Ciência Viva

Ciencia Viva

O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo vai transformar-se no centro da cultura científica, entre os dias 19 e 21 de abril, ao acolher o Encontro Nacional da Rede de Centros Ciência Viva.

Este evento, de dimensão ímpar, vai juntar no território os diretores dos Centros Ciência Viva nacionais, especialistas e parceiros institucionais, refletindo o compromisso inequívoco da descentralização do conhecimento e a dinamização do interior do país através da aposta na inovação.

A escolha de Figueira de Castelo Rodrigo para sediar este encontro estratégico espelha a visão da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica de colocar a região no mapa das grandes decisões nacionais.

Os trabalhos terão início no Salão Nobre dos Paços do Concelho e estender-se-ão ao edifício da Plataforma de Ciência Aberta, em Barca D’Alva, e ao CIBCR – Centro Interpretativo da Batalha de Castelo Rodrigo, em várias iniciativas, debates e partilhas durante os três dias do evento.

O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo servirá, assim, de laboratório vivo para a redefinição do futuro da comunicação de ciência em Portugal e na Europa. Mais do que um encontro de balanço, esta edição focar-se-á na construção de estratégias inovadoras e na implementação de novos modelos de avaliação de impacto das organizações no território.

Para este debate, o evento congrega personalidades de áreas fundamentais, como Pedro Russo, Presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Paulo Pires do Vale, Coordenador do Plano Nacional das Artes, e Clara Camacho, da Direção-Geral do Património Cultural, a par dos diretores de centros de norte a sul do país.

Para Carlos Condesso, Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, este evento é um marco na estratégia de afirmação territorial: “Receber a Rede Nacional Ciência Viva no nosso concelho é a prova de que o interior tem uma voz ativa e um papel crucial na construção de um país mais coeso e inovador. Temos apostado em criar condições para fixar conhecimento e criar novas dinâmicas, mostrando que a ciência não acontece apenas nos grandes centros urbanos.”

O edil reforça a importância desta visão integrada para o progresso do território por “ser uma oportunidade ímpar para demonstrar o investimento que temos feito na Câmara Municipal através da Plataforma de Ciência Aberta e a capacidade de captar eventos desta magnitude, continuando a ser um concelho moderno, que honra o seu passado heroico, mas que caminha de olhos postos no futuro, fazendo da ciência uma verdadeira alavanca para o desenvolvimento sustentável do nosso interior.”

O programa integra ainda, a 19 de abril, a inauguração da exposição “Morcegos às Claras” no edifício da Plataforma de Ciência Aberta, em Barca D’Alva. Esta mostra, que marca a fixação definitiva de um projeto com uma década de itinerância e que ali ficará patente até outubro de 2027, assinala uma forte simbiose com o ecossistema local e constitui um novo pilar para a atração do turismo científico e de natureza na região.


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