Espetáculo “Empresta-me um revólver até amanhã” no TMG

O Teatro do Calafrio apresenta nos dias 16, 17 e 18 de abril, sempre pelas 21h30, o espetáculo “empresta-me um revólver até amanhã”.

“Empresta-me um revólver até amanhã” parte da leitura peculiar de duas pequenas peças de Anton Tchekhov: “O Canto” do Cisne e “Trágico à força”.

Nesta revisitação, o ponto Nikita, personagem secundária, ocupa o centro da trama. Ele vive em teatro, vive do teatro. O teatro é ele. Conhece muitas peças de cor e é o guardião da memória do teatro. É no seu teatro, nos bastidores, que se encontra com o ator Vassili Vassilitch (que se deixou dormir após a atuação da noite) e se confronta com as recordações e angústias de um velho ator de passado glorioso. Na segunda parte, o veraneante Ivan Ivanovich, sobrecarregado de tarefas, procura um amigo para desabafar sobre sua deplorável condição de vítima. Ivanovitch, que é uma voz e uma ténue imagem, é escravo de um trabalho extenuante porque todos lhe pedem que transporte os mais estranhos objetos. Ivan Ivanovitch fala da sua amarga condição. Nikita, o ponto, representa o papel de Muraskhin, num crescendo de tragédia. Talvez o ponto seja ainda mais trágico do que a personagem Ivanovitch. Talvez este seja uma personagem criada por Nikita, o ponto. Talvez o ponto seja um verdadeiro trágico. Talvez Nikita tenha sempre desejado ser um ator. Trágico.




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