Empresa covilhanense WD Retail está a produzir guichés de proteção

A funcionar nas instalações no Parque Industrial do Tortosendo, esta empresa produz essencialmente soluções relacionadas com expositores de supermercados, balcões, etc.

A WD Retail, empresa da Covilhã que trabalha no design e organização de produtos e pontos de venda, está a redirecionar a produção para guichés de proteção em acrílico destinados a farmácias, lojas e espaços de atendimento ao público.

Em declarações ao JF, Hugo Nobre, um dos sócios desta empresa, explicou que está a ser dada “máxima prioridade” à produção daqueles guichés, que visam criar uma barreira física entre os operadores e clientes, numa ótica de minimização de contacto que contribua para a proteção de todos e para combater a propagação da pandemia Covid-19.

“Na semana passada, tivemos a primeira solicitação e, imediatamente, desenvolvemos e produzimos uma solução. E, desde então, temos tido vários pedidos aos quais estamos a dar máxima prioridade”, apontou.

A funcionar nas instalações no Parque Industrial do Tortosendo, esta empresa produz essencialmente soluções relacionadas com expositores de supermercados, balcões, divisórias de pontos de venda e material de organização de produtos.

Com cinco anos de atividade, a WD Retail nunca tinha registado qualquer pedido para o fabrico de guichés semelhantes, situação que mudou “radicalmente” em poucos dias.

Segundo Hugo Nobre, as solicitações têm chegado de clientes habituais e de novos clientes, como farmácias e supermercados de menor dimensão.

“Só no concelho da Covilhã, entre segunda e quarta-feira, desenvolvemos e entregámos soluções para quatro farmácias diferentes”, aponta.

Encomendas a que se juntará uma outra destinada às lojas de duas cadeias de supermercados (Grupo Intermaché e E.Leclerc) e que envolve mais especificidades técnicas, tais como a questão do multibanco e da saída dos produtos.

Apesar destas solicitações e de ter em marcha um plano de contingência em que se implementou o trabalho por turno para reduzir a concentração de trabalhadores, Hugo Nobre revela que não houve necessidade de recorrer a trabalho extraordinário porque a empresa tem “equipamento de ponta que permite uma resposta rápida e eficaz” e porque a pandemia Covid-19 também está a contribuir para o cancelamento de outras encomendas.

O responsável desta empresa, que emprega 17 pessoas e que, em cinco anos, fez um investimento superior a 500 mil euros, não esconde a preocupação com o impacto negativo que a pandemia Covid-19 terá no mercado global e até naquela empresa.

“Temos esses pedidos, mas, contrariamente, também estamos a receber cancelamentos e adiamentos de outros, nomeadamente no que concerne a produtos para eventos. Esperamos que não seja tudo definitivo, porque isso traz consequências graves para a empresa, porque estamos a perder mais negócio do que a ganhar”, disse.




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