Covid-19: Fornos de Algodres pede a emigrantes e a quem vive fora que não vá para o concelho

Segundo o autarca, é preciso “ter alguns cuidados”, porque no município existem comunidades que são constituídas por pessoas “já com alguma idade”.

O município de Fornos de Algodres pediu hoje aos emigrantes e a quem vive e trabalha noutras zonas do país para não se deslocarem ao concelho, devido ao risco de propagação do novo coronavírus.


“Aconselham-se todas as pessoas que têm ligações a Fornos de Algodres, sejam emigrantes, residam ou trabalhem noutros pontos do país, que não se desloquem para o nosso concelho/região nas próximas semanas, pois a mobilidade geográfica é um foco de propagação do Covid-19”, lê-se num aviso da autarquia publicado na página da rede social Facebook.


O município de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, sublinha que “neste momento desafiante para os portugueses, todos devem ser solidários e estar conscientes de que tem de se cumprir obrigações”.


Em caso de dúvida, a autarquia pede para que seja contactado o Serviço de Proteção Civil Municipal pelo telefone n.º 800 210 096.


O presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Manuel Fonseca, disse à agência Lusa que o apelo surgiu após a autarquia ter tido conhecimento de “que haveria gente, que, sendo natural de Fornos de Algodres”, manifestou, nesta altura de pandemia, a intenção de regressar às origens.


“Numa altura destas, temos de pesar os prós e os contras, porque [a ida de residentes que estão fora para o território] pode ser um veículo de transmissão da doença”, justificou.


Segundo o autarca, é preciso “ter alguns cuidados”, porque no município existem comunidades que são constituídas por pessoas “já com alguma idade”.


O responsável referiu ainda que o seu concelho possui “muitos motoristas” de transportes de mercadorias que circulam pela Europa, o que também é motivo de preocupação.


Indicou que os presidentes das Juntas de Freguesia estão a contactar os motoristas “para ver de onde vêm”, com o objetivo de ser feito “algum rastreio”.


“Nós não os podemos impedir de vir [para o território], mas temos de os rastrear, para que, se houver alguma patologia, tomarmos medidas”, concluiu Manuel Fonseca.


O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram.
O surto começou na China, em dezembro de 2019, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.


Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes para 35.713 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).


Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 642, mais 194 do que na terça-feira.


A Assembleia da República aprovou hoje o decreto de declaração do estado de emergência que lhe foi submetido pelo Presidente da República com o objetivo de combater a pandemia de Covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.


Portugal está em estado de alerta desde sexta-feira, e o Governo colocou os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.




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