BE exige apuramento de responsabilidade nos alegados maus-tratos a animais em Seia

A Comissão Coordenadora Distrital da Guarda do Bloco de Esquerda (BE) exigiu hoje o apuramento de responsabilidades no caso dos alegados maus-tratos de animais no canil municipal de Seia.

O BE refere em comunicado que nos últimos dias têm vindo a público, numa rede social, “várias denúncias sobre maus-tratos aos animais no canil municipal de Seia, bem como a falta de condições de logística, higiene e de medicamentos específicos”.

Entre várias irregularidades, o partido indica que na denúncia é referido que o canil não possui espaço próprio para quarentena de animais nem marquesa para o procedimento de eutanásia e que os cadáveres “permanecem várias horas, podendo chegar a dias, junto dos restantes animais vivos”.

O BE da Guarda repudia “tais atos e procedimentos” e defende que sejam apuradas responsabilidades.

“Entendemos que se deve rapidamente apurar responsabilidades, efetuando-se um inquérito por parte do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, de forma a levar perante a justiça todos os abusos até então praticados”, exige a Comissão Coordenadora Distrital da Guarda do BE, liderada por Marco Loureiro.

O BE vai também “querer saber perante as autoridades competentes, nomeadamente a Câmara Municipal de Seia, que dirige as instalações do canil, que medidas já estão ou não a ser tomadas para acabar com estes casos de maus-tratos aos animais”.

O Jornal de Notícias (JN) noticiou na segunda-feira que o canil municipal de Seia está sob suspeita de maltratar animais.

Segundo o jornal, circulam fotografias nas redes sociais com a informação de que os animais do canil municipal “não têm assistência veterinária, são abatidos por afogamento ou asfixia, morrem de doenças ali contraídas ou mesmo de fome”.

Fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda disse à agência Lusa que na sexta-feira a instituição recebeu uma “denúncia anónima”, através da Linha SOS Ambiente, a relatar uma alegada situação de maus-tratos a animais recolhidos naquele canil.

Os militares estiveram no sábado no local e na segunda-feira a GNR “elaborou o auto de notícia e remeteu-o para o tribunal, que agora decidirá qual a entidade que vai proceder à investigação”, disse a fonte.

A Câmara Municipal de Seia divulgou um comunicado na sua página oficial na internet através do qual refere que as imagens difundidas nas redes sociais, “alegadamente destinadas a denunciar atos ilícitos que ocorrerão” no seu canil/gatil municipal, “foram objeto de manipulação e instrumentalização, com o objetivo claro de lançar na opinião pública um clima de indignação”.

Na nota, o município esclarece ainda que, para “defesa do bom nome da instituição”, encaminhará o assunto para o Ministério Público “para que se esclareçam as acusações de que os serviços do município são alvo, e, por outro, para que se averigue a natureza das acusações e identifiquem o(s) autor(es) com base na existência de algumas informações que o município divulgará aos agentes da investigação”.




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