BE da Guarda manifesta “profunda preocupação” com fecho de escolas no distrito

A Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda (BE) da Guarda manifestou hoje “profunda preocupação” e “repúdio” pela previsão do encerramento de “um número elevado de escolas” do 1.º ciclo no distrito.

No ano letivo de 2014/2015, o distrito da Guarda será “o segundo mais penalizado” do país, estando previsto o encerramento de 44 escolas, refere o BE, em comunicado, mencionando dados do Sindicato dos Professores da Região Centro. “O encerramento das escolas é feito a ‘régua e esquadro’, com propósito contabilístico, não tendo em conta a voz dos cidadãos, a tipologia dos percursos, as condições atmosféricas, as distâncias entre as habitações e os estabelecimentos de ensino”, considera o partido. Marco Loureiro, coordenador distrital do BE/Guarda, refere que a oposição ao fecho de escolas é também justificada por o seu encerramento representar a “ausência de crianças” das aldeias e o início do seu despovoamento. “O encerramento das escolas promove o desemprego de mais professores, educadores e auxiliares de educação”, acrescenta. O mesmo responsável também refere que a medida “promove o abandono escolar” e “o insucesso escolar” das crianças, admitindo que o fecho de escolas implica a sua deslocação para outros estabelecimentos de ensino, longe de casa. “Qual é a criança que consegue ter motivação para estudar quando tem que fazer, muitas vezes, horas de viagem para chegar à escola?”, questiona Marco Loureiro. Na nota enviada à agência Lusa, o dirigente distrital do BE/Guarda considera que as atuais escolas devem manter-se, alegando que “pedagogicamente está mais do que provado que o número reduzido de alunos em sala de aula aumenta a sua aprendizagem”. “Para além de as escolas estarem inseridas na sua zona familiar [dos alunos que as frequentam], elas próprias são escolas com afeto, onde existem menos problemas disciplinares”, aponta o dirigente, referindo que “a educação não é um negócio, é um direito”. O BE refere no comunicado que o concelho da Guarda é, no contexto distrital, o mais prejudicado, “estando em risco 11 escolas” do 1.º ciclo do ensino básico. Seguem-se os concelhos de Celorico da Beira (com oito escolas em risco), Sabugal (cinco), Pinhel (quatro), Seia, Aguiar da Beira e Gouveia (três), Trancoso e Figueira de Castelo Rodrigo (duas escolas) e, por fim, os concelhos de Almeida, Fornos de Algodres e Manteigas, que estão em vias de perder um estabelecimento.




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