Seis Câmaras da região não conseguem pagar a fornecedores em menos de 60 dias

O caso mais paradigmático é o de Celorico da Beira que, no final de junho de 2016, demorava três anos a liquidar as suas faturas.

A Câmara da Guarda já não consta da lista da Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) dos municípios com Prazo Médio de Pagamento (PMP) superior a 60 dias. No final de junho deste ano ainda havia seis Câmaras da região nesse “ranking” (Belmonte, Celorico, Figueira de Castelo Rodrigo, Gouveia, Manteigas e Trancoso) duas das quais atrasaram ainda mais os seus pagamentos a fornecedores.

O caso mais paradigmático é o de Celorico da Beira que, no final do segundo trimestre de 2016, demorava três anos a liquidar os seus compromissos. Em concreto, a edilidade presidida por José Monteiro (PS) tinha um PMP de 1.116 dias, mas já eram menos 64 dias que no final de março, data da lista anterior divulgada no Portal das Autarquias. Apesar desta melhoria, Celorico da Beira era o quarto município do país que mais demorava a pagar a fornecedores em junho passado. Pior só Portimão (2.147 dias), Nazaré (1.422) e Paços de Ferreira (1.336). Já em comparação com o mês homólogo de 2015, a Câmara celoricense agravou o PMP em 573 dias. Belmonte era o município com o segundo pior registo de pagamentos na região (15º na lista da DGAL), com 289 dias no final de junho. São mais 15 face a março e mais 33 dias relativamente ao mês homólogo de 2015 para a edilidade presidida por António Dias Rocha (PS).

Com 90 dias de PMP, a Câmara de Gouveia ocupava a terceira posição (51ª na lista) entre as autarquias da região que mais demorava a liquidar as suas faturas. O município presidido por Luís Tadeu (PSD) pior o seu desempenho nesta área em três dias comparativamente a março e em 18 face a junho de 2015. Segue-se Manteigas, que continua na lista da DGAL na 58ª posição com 80 dias de PMP. Contudo, a autarquia presidida por José Manuel Biscaia (PSD) reduziu significativamente este prazo em 72 dias quando comparado com março passado. Já face ao mês homólogo de 2015 a diminuição do PMP manteiguense é ainda mais relevante, pois baixou 351 dias, ou seja, quase menos um ano. Trancoso é a quinta autarquia com pior Prazo Médio de Pagamento na região com 72 dias. A Câmara presidida por Amílcar Salvador (PS) reduziu o PMP em seis dias face a março passado e era 66ª na lista da DGAL. Comparativamente a junho de 2015 houve uma diminuição de 65 dias.

O município de Figueira de Castelo Rodrigo ocupava a 71ª posição entre as 74 autarquias incluídas na lista da DGAL e era o sexto com pior PMP na região. Neste caso, a edilidade presidida por Paulo Langrouva (PS) demorava 68 dias a pagar em junho passado, o que fazia com menos 14 dias relativamente a março e menos 60 dias face ao mês homólogo de 2015. O PMP resulta dos dados reportados pelas autarquias locais através do Sistema Integrado de Informação das Autarquias Locais (SIIAL) – neste caso foram extraídos a 20/7/2016 – e é calculado de acordo com a fórmula publicada no Despacho 9870/2009, publicado no “Diário da República” de 13 de abril, 2ª série, Parte C. No segundo semestre de 2016 foram analisados 305 municípios com informação validada, refere a DGAL. Apesar de não terem ainda sido divulgados oficialmente, depreende-se desta informação que os municípios que pagam a menos de 60 dias na região são Aguiar da Beira, Almeida, Covilhã, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Gouveia, Mêda, Pinhel, Sabugal, Seia e Vila Nova de Foz Côa.




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