Águas de Portugal recebem primeiros 127 veículos elétricos através do Fundo Ambiental

O grupo Águas de Portugal recebeu hoje 127 viaturas elétricas adquiridas através do Fundo Ambiental (FA), que em 2018 vai, pela primeira vez, apoiar também a compra de motas elétricas por particulares, disse o ministro do Ambiente.

Segundo João Matos Fernandes, os 127 carros elétricos entregues aos serviços operacionais das Águas de Portugal são a primeira ‘tranche’ de 327 carros elétricos que o grupo vai comprar até 2020, substituindo 30% da frota operacional até essa data.

Em conjunto com estes 127 novos carros vão ser instalados 137 novos postos de abastecimento, que podem ser utilizados por todos os carros elétricos.

“O que vai fazer com que só com estes carregadores – que obviamente se somam aos carregadores da rede ‘Mobi.e’ – não vai haver nenhum ponto do país a mais de 60 quilómetros de um carregador elétrico”, disse.

Todos estes carregadores elétricos “já durante este próximo ano vão ser alimentados com energia solar através de painéis fotovoltaicos”, acrescentou.

O objetivo do Governo é “promover e facilitar a introdução de veículos elétricos no mercado”.

Em 2017, o Governo apoiou a aquisição de 1.326 carros elétricos através de três programas diferentes: 140 para os sistemas ambientais intermunicipais – de que fazem parte estes entregues às Águas de Portugal -, 210 para os serviços ambientais municipais e 976 de particulares, que foram subsidiados até 2.250 euros, após solicitação dos compradores.

“Durante o próximo ano vamos manter este mesmo apoio aos particulares, de 2.250 euros por cada carro elétrico até aos primeiros mil, e as novidades aqui é que vamos também apoiar a aquisição de motas elétricas”, afirmou.

De acordo com o ministro, vai ser atribuído “um subsídio de 400 euros até ao máximo de 15% do valor da própria mota” às primeiras mil que se candidatem a este apoio.

Matos Fernandes destacou ainda que o mercado de viaturas elétricas “está a aumentar” e, até ao fim de outubro, “a venda de veículos elétricos duplicou o número quando comparado com 2016, sendo que em 2016 já tinha aumentado em relação a 2015”.

“Quando tivermos concluída a substituição destes 30% dos carros nas Águas de Portugal vamos conseguir reduzir em 79% o consumo de energia e vamos conseguir reduzir em 43% os gases que produzem efeitos de estufa a esta escala”, salientou.

O compromisso de Portugal para todo o sector dos transportes é chegar a 2030 com os gases que produzem efeitos de estufa reduzidos em 24% e, para isso, a aposta é “reforçar a oferta de transportes coletivos, substituir os veículos convencionais por veículos elétricos e aumentar a partilha da mobilidade, alterando um conjunto de hábitos que de uma maneira geral os portugueses têm”, sublinhou.




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