O procedimento para a aquisição da plataforma de gestão urbana, que abrange os 19 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) Douro, foi publicado esta segunda-feira em Diário da República (DR).
O projeto “Douro região Inteligente” tem um financiamento de cerca de 1,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e é uma solução tecnológica que centraliza, integra e analisa dados municipais, ou seja, ferramentas que permitem às autarquias monitorizar territórios em tempo real, otimizar recursos, digitalizar processos e melhorar a comunicação com os cidadãos.
Miguel Santos, secretário executivo da CIM Douro, disse à agência Lusa que, com este projeto, se pretende dotar este território de ferramentas de monitorização, controle e informação que ajudarão a ter “uma maior transparência com o cidadão” e, simultaneamente, a reunir “informação para tomar melhores decisões”.
Esta plataforma de gestão urbana é, concretizou, uma plataforma informática que reúne um conjunto de informação e de monitorização, que passa por, por exemplo, o trânsito, a ocupação do espaço público, o consumo de água, energia, a gestão dos estacionamentos públicos, entre outros verticais, que “passam a ser monitorizados”.
A informação inserida na plataforma vai estar acessível aos cidadãos da área da CIM Douro e ajudará, de acordo com Miguel Santos, os municípios a tomar melhores decisões nomeadamente no que diz respeito a projetos de investimento no espaço público.
Esta ferramenta incluirá, por exemplo, informação sobre os transportes públicos municipais, designadamente dos trajetos e horários em tempo real, ainda sobre a iluminação pública, o turismo, neste caso permitindo monitorizar, mais ou menos em tempo real, a proveniência das pessoas que visitam o Douro e o local que mais é visitado.
“O que nos dá um conjunto de informação que nos ajudará a tomar melhores decisões políticas em matéria de, por exemplo, promoção turística”, acrescentou Miguel Santos.
O cidadão, para além de ter acesso à informação, pode também participar reportando avarias que serão automaticamente comunicadas ao respetivo município, que poderá rapidamente resolver o problema.
“São muitos verticais que vão estar associados à plataforma de gestão urbana e que simultaneamente dão mais informação ao cidadão e dão mais informação aos políticos que têm que tomar decisões”, salientou.
A plataforma vai ser gerida pela CIM Douro, que agrega os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.






