Mais de um milhão de euros para estudar a produção sustentável de vinhos

Dezasseis instituições de Portugal, Espanha e França juntaram-se no projeto “Vinovert” que dispõe de 1,2 milhões de euros para estudar a produção sustentável dos vinhos até 2019, informou Associação para Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), uma das parceiras.

Além da ADVID, os parceiros diretos portugueses do projeto são a Ecofiltra – Sociedade de Representações, a Dão Sul – Sociedade Vitivinícola, a Adega Cooperativa de Palmela, o Instituto Superior de Agronomia, Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e a empresa Adriano Ramos Pinto Vinhos.

Como parceiros associados surgem a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS) e a Federação Nacional das Adegas Cooperativas (FENADEGAS).

A ADVID explicou, em comunicado, que o “Vinovert” é um «projeto inovador e estruturante para a fileira vitivinícola» do território Sudoeste europeu, que é financiado pelo programa europeu Interreg no valor de 1,2 milhões de euros.

O objetivo é garantir, a longo prazo, a competitividade das empresas antecipando as exigências ambientais e sanitárias dos mercados e dos circuitos de comercialização, oferecendo garantias de «naturalidade e de responsabilidade ambiental».

Para atingir este propósito, o projeto vai incidir a sua ação sobre temáticas como inovações varietais e desafios técnico-económicos, com vista a avaliar a oportunidade técnica e económica para o uso de variedades resistentes para a produção de vinho na região Sudoeste.

Segundo a ADVID, o “Vinovert” vai ainda estudar soluções para responder à crise ambiental da fileira, nomeadamente com o recurso à utilização de variedades resistentes às doenças, a adoção de práticas ambientais para reduzir os pesticidas e diminuir a aplicação de “inputs” no processo de vinificação, sulfitos ou alérgenos.

No âmbito do projeto vão ser estudados mercados experimentais, para analisar a procura destes vinhos mais amigos do ambiente, identificando o preço que os consumidores estão dispostos a pagar por esse tipo de produtos, bem como as suas escolhas e contradições, vinho biológico e vinho natural.

O “Vinovert” quer também identificar os obstáculos e alavancas institucionais para adaptar o setor vitivinícola nestes três países.

O projeto associa várias disciplinas científicas, como economia, sociologia, agronomia, enologia e análises químicas, tipos de empresas, como viticultores, cooperativas, empresas, fornecedores enológicos e instituições interprofissionais e organismos de designação de origem.

Ao envolver países e regiões diferentes produtoras de vinho, o programa vai trabalhar com variados sistemas de produção e diferentes imagens de marca de vinhos nos mercados. O “Vinovert” vai ser desenvolvido até Junho de 2019.



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