Entre junho e julho, foram apresentados ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) dois pedidos de patente nacional, relacionados com um “Sistema de Fabrico Digital” e um “Sistema de Impressão 3D Aditivo e Subtrativo Híbrido”, e um pedido de patente internacional para um “Dispositivo Integrado para Infusão de Sangue ou Hemoderivados para Administração por Via Endovenosa”.
Os primeiros pedidos foram submetidos a 8 de junho de 2026. O “Sistema de Fabrico Digital” é da autoria do investigador Rui Pires, enquanto o dispositivo para infusão de sangue foi desenvolvido pelos investigadores e docentes Raquel Lima e Luís Miguel Condeço.
Posteriormente, a 17 de julho, foi submetido o pedido de patente nacional relativo ao sistema híbrido de impressão 3D, também desenvolvido por Rui Pires.
Segundo o reitor da UPG, Joaquim Brigas, a proteção da inovação e a valorização da investigação científica constituem instrumentos estratégicos para a instituição.
“A UPG aposta na proteção da inovação e na valorização da investigação científica, assumindo-as como instrumentos estratégicos para transformar conhecimento em valor, promover a transferência de tecnologia e aproximar a academia do tecido empresarial”, afirma.
O reitor considera ainda que os três pedidos representam “um marco na afirmação da UPG como uma universidade politécnica de referência”, destacando a ligação entre ensino, investigação aplicada e proximidade às comunidades e às empresas da região.
Formação em propriedade intelectual reforça estratégia
A apresentação das três patentes surge poucos meses depois de a UPG ter lançado, em março, uma Formação Executiva em Inovação e Propriedade Intelectual, desenvolvida em parceria com a Inventa, consultora especializada em propriedade industrial.
A formação pretende capacitar investigadores, docentes, empresários, quadros de empresas, associações empresariais e técnicos de autarquias para a proteção e valorização de marcas, patentes, domínios, produtos e design industrial.
Em formato híbrido, online e presencial, e em regime pós-laboral, a formação aborda áreas como patentes, marcas, desenhos ou modelos, estratégias de proteção nacional e internacional, transferência de tecnologia, licenciamento e valorização da inovação.
Para Maximiano Ribeiro, vice-reitor da UPG para a Investigação, os três pedidos de patente são “o resultado direto da aposta que a UPG tem feito no apoio à investigação aplicada”, garantindo aos investigadores acompanhamento e condições para protegerem o conhecimento produzido.
O responsável sublinha também que a proteção de uma patente constitui uma forma de reconhecer o trabalho científico desenvolvido e de assegurar que o conhecimento não é apropriado por terceiros.
Já Rui Carreto, diretor da formação executiva em Inovação e Propriedade Intelectual, destaca a componente prática da iniciativa, considerando que existe uma necessidade crescente de dotar investigadores e empresários de ferramentas para proteger e valorizar as suas ideias e resultados.
Aproximar a academia das empresas
A estratégia da UPG estende-se também às empresas e startups instaladas na Incubadora Desnuclearizada do Politécnico da Guarda, que possui polos na Guarda, Mêda, Seia, São João da Pesqueira, Vouzela e São Pedro do Sul.
De acordo com a instituição, estas entidades têm manifestado necessidades de formação dos seus empreendedores, investidores e investigadores em matéria de registo e proteção de patentes.
A administração da UPG assegura o acompanhamento técnico e processual dos pedidos de propriedade industrial e a gestão dos respetivos ativos intangíveis, numa estratégia que pretende consolidar uma verdadeira cultura de inovação e reforçar a transferência de conhecimento entre a academia, as empresas e a sociedade.
Com os três pedidos apresentados em 2026, a Universidade Politécnica da Guarda reforça assim a sua aposta na investigação aplicada e na transformação do conhecimento científico em soluções com potencial de impacto económico e social na região e no país.






