Turismo do Centro prevê retoma dos turistas estrangeiros a partir de setembro

O presidente do Turismo Centro de Portugal manifestou esta segunda-feira a convicção de que a procura turística vai reiniciar-se com a reabertura das fronteiras com Espanha, mas estimou que os fluxos internacionais só deverão intensificar-se a partir de setembro.

“Acreditamos que, até ao final deste mês, com a reabertura das fronteiras, em particular com a vizinha Espanha, possamos iniciar o fluxo turístico internacional”, disse Pedro Machado, estimando que a região comece “a receber o fluxo internacional” depois da retoma do “consumo interno”, até ao final de setembro.

Depois da pandemia da covid 19 ter obrigado a suspender a atividade turística entre os meses de março e maio, Pedro Machado considera chegado o tempo de o setor “inspirar confiança aos consumidores” através de campanhas que incentivem a prática do turismo em Portugal.

Pedro Machado falava na Nazaré, onde o Turismo do Centro de Portugal e a Sodicentro assinaram hoje um protocolo de colaboração visando contribuir para a “retoma da economia do setor turístico, em particular, das empresas e empresários do setor turístico do Centro de Portugal, potenciando a sua atratividade e recuperação económica”.

O protocolo assenta no projeto “Ao Volante pelo Centro de Portugal”, uma parceria com a empresa que comercializa a marca de automóveis “Mercedes” e que, durante um mês, vai oferecer aos clientes vouchers (senhas de desconto) no valor de 50 euros para utilizar em alojamento, restauração e atividades de animação turística na região Centro de Portugal.

A marca disponibilizará ainda, entre 10 de junho e 10 de julho, viaturas com o logótipo da Turismo Centro de Portugal para a realização de viagens promocionais e para utilização por parte dos primeiros 15 utilizadores que comprovem junto da Sodicentro terem reservas no Centro de Portugal.

A campanha será válida numa listagem de empreendimentos turísticos, restaurantes e empresas de animação turística a divulgar pela entidade de turismo e que ostentem o selo ‘Clean & Safe’.

O protocolo, a que a agência Lusa teve acesso, tem por base “a necessidade de alavancar a notoriedade da marca “Centro de Portugal”, porque, como se lê no documento aquela região é uma das que evidencia “maiores decréscimos em termos de dormidas”, com uma quebra prevista de 66% devido à pandemia.



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