Turismo bate recordes de empregabilidade, mas debate-se com falta de mão-de-obra qualificada

O setor do Turismo, e particularmente o Canal HORECA (restauração e alojamento turístico), tem vindo a registar crescimentos sucessivos na empregabilidade – em 2016 representou 70,8% das empresas (92.802) e 77,8% dos postos de trabalho (310.279).

Os bons resultados ficam, no entanto, aquém quando falamos de mão-de-obra qualificada, tema que dá o mote às Jornadas da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que vão realizar-se no dia 9 de janeiro, em Lisboa.

No final do terceiro trimestre de 2017, a restauração e bebidas e o alojamento turístico registavam 345,9 mil postos de trabalho. Este valor representa uma variação homóloga positiva de mais 18,1% (mais 53 mil postos de trabalho), atingindo um novo máximo histórico de empregabilidade.

“Não obstante a performance que o setor está a registar, de forma sustentada há mais de um ano, neste momento deparamo-nos com um estrangulamento do mercado de trabalho nacional e uma escassez de mão-de-obra qualificada”, alerta José Manuel Esteves, diretor-geral da AHRESP, citado em comunicado. E vai mais longe ao afirmar que isso “coloca graves problemas na qualidade da nossa oferta turística, e no desenvolvimento das nossas empresas, dos seus negócios e dos seus atuais e futuros investimentos”.

Durante as Jornadas da AHRESP serão debatidas, temáticas como o emprego, as sompetências e o diálogo social. Serão ainda apresentados os resultados do relatório do grupo de trabalho do Monitor do IVA, referente ao primeiro semestre de 2017, com dados acumulados de um ano de aplicação da medida. O primeiro-ministro, António Costa, irá presidir o evento que pretende reunir o Governo, empresas, parceiros sociais e as entidades formadoras (públicas e privadas) para debaterem os desafios e as reformas necessárias.




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