Os seis projetos, elaborados pelos serviços técnicos da Câmara Municipal da Guarda, foram aprovados, por unanimidade, na reunião quinzenal do executivo realizada esta segunda-feira.
“São intervenções muito importantes que conseguimos incluir no Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela. Estamos a falar de requalificações e, nalguns casos, também de ampliações, destas zonas de lazer”, disse aos jornalistas, no final da reunião de Câmara, Sérgio Costa, presidente da autarquia, eleito pelo movimento Pela Guarda.
As obras vão ser realizadas nas praias fluviais da Quinta da Taberna, na freguesia de Videmonte (rio Mondego), de Valhelhas (rio Zêzere), da barragem do Caldeirão, abastecida pelo Mondego, na freguesia de Maçainhas, de Vila Cortês do Mondego e de Aldeia Viçosa, ambas também no Mondego.
O município vai ainda requalificar o parque de merendas de Porto da Carne, freguesia do Vale do Mondego.
“Os projetos estão feitos, foram agora aprovados em reunião de Câmara e só faremos as obras quando tivermos os avisos do Plano de Revitalização para nos podermos candidatar”, afirmou o autarca.
Sérgio Costa acrescentou que “tudo isto leva tempo, mas está tudo pronto, os projetos já têm maturidade para serem devidamente apoiados”.
No caso da barragem do Caldeirão, o presidente do município revelou que o projeto de execução hoje aprovado contempla a construção de um centro náutico.
“Há muitos anos que é pedido este centro náutico no Caldeirão, não só para a prática desportiva e lazer, mas também para a aprendizagem. A Guarda tem um clube náutico, na Escola Secundária Afonso de Albuquerque, e, assim, poderemos dar-lhe melhores condições para realizarem e potenciarem as suas atividades”, suste4ntou.
As intervenções mereceram a aprovação dos vereadores do PSD e do PS.
No entanto, a socialista Adelaide Campos questionou “a oportunidade” destes projetos, considerando que “é tão só campanha eleitoral” a poucos meses das eleições autárquicas.
“Estamos a 14 de julho, toda a requalificação que havia para fazer deveria ter sido feita, talvez, em outubro ou novembro, para chegar a época balnear e as coisas estarem prontas”, criticou.
A vereadora acrescentou que estas obras “não vão avançar agora e não vão ser aproveitadas pelos banhistas nos próximos tempos”.
“É lamentável que esta Câmara continue a funcionar nesta medida”, lamentou Adelaide Campos.






