Beiras e Serra da Estrela espera que “haja coragem” para reabilitar linha Pocinho – Barca d’Alva

Na semana passada foi feito o anúncio que o estudo de viabilidade técnica e ambiental da reabertura do troço Pocinho – Barca d’Alva, na Linha do Douro estima que o projeto ronde os 75 milhões de euros.

O presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE), Luís Tadeu, disse esperar que, por parte do Governo, “haja coragem” para reabilitar o troço Pocinho – Barca d’Alva da Linha do Douro.

“A requalificação dela [da via] não é uma necessidade para agora. É uma necessidade já de décadas. E que haja coragem [para a reabilitar]”, disse o autarca à agência Lusa.

Na semana passada foi feito o anúncio que o estudo de viabilidade técnica e ambiental da reabertura do troço Pocinho – Barca d’Alva, na Linha do Douro estima que o projeto ronde os 75 milhões de euros, dos quais 59 milhões serão destinados a obra.

O presidente da CIM-BSE e da Câmara Municipal de Gouveia, Luís Tadeu, disse que “um país que diz que aposta no turismo, só pode fazer uma coisa: reabilitar urgentemente esta via, que é estruturante, (…) sobretudo como linha ferroviária turística, face ao enquadramento que ela tem e a envolvente que ela tem e face também aos investimentos que já estão efetuados e que merecem que, de facto, haja um reforço das acessibilidades a esses mesmos investimentos”.

“Há investimentos que precisam e estão para se desenvolver, para se concretizar”, e os empresários “têm dificuldades em fazer chegar os materiais” aos locais para onde estão projetados, apontou.

Na opinião do autarca social-democrata, quando Portugal diz que aposta no turismo, deve “avançar rapidamente com a requalificação” daquela via ferroviária, “porque é fundamental não só para região”, mas também “para toda a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e para todo o país”.

“Não se percebe como é que um país que coloca no turismo um fator fundamental para obtenção de receitas, não investe numa estrutura que é fundamental e com uma capacidade e com uma potencialidade única, para ser um ‘ex-libris’ a nível mundial”, rematou Luís Tadeu.

A Linha do Douro desenvolve-se ao longo de 191 quilómetros, de Ermesinde (Porto) a Barca d´Alva (Guarda), estando eletrificada até Marco de Canaveses (Porto).

O troço ferroviário de 28 quilómetros entre o Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Côa) e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo) foi encerrado em 1988.

A CIM-BSE, com sede na Guarda, é constituída por 15 municípios, sendo 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).


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