Secção de arqueologia do Museu da Guarda tem programa de realidade aumentada

A nova secção de arqueologia do Museu da Guarda está equipada com um programa de realidade aumentada que permite viagens virtuais a locais históricos da cidade e do concelho, foi hoje anunciado pelo município.

Segundo Victor Amaral, vereador da Câmara Municipal da Guarda responsável pelo pelouro da Cultura, na secção de arqueologia do museu foi aplicado o programa “RED PAT Realidade Aumentada” para atrair novos públicos.

O autarca explicou à agência Lusa tratar-se de “uma aplicação tecnológica inovadora, que permite aos visitantes descarregar nos seus telemóveis, nos seus ‘tablet’, aquela que será uma viagem virtual ao passado para a reconstituição daquilo que foram os ambientes arquitetónicos da nossa História como território”.

“E creio que essa é uma ferramenta importante para, sobretudo, a abertura do museu às novas linguagens tecnológicas, portanto, à disponibilidade dos seus conteúdos nas novas tecnologias e que, creio, essa é a missão principal desta nova tecnologia: atrairmos novos públicos, permitirmos que o museu, em articulação com as escolas, permita esta viagem e esta interação, com esta nova tecnologia”, afirmou.

O vereador considera que o projeto “RED PAT Realidade Aumentada” é “mais uma alavanca de afirmação do Museu da Guarda, na sua relação com as novas gerações, particularmente, porque é um trabalho que tem que ser feito”.

Observou que o museu “não é estático” e tem “uma dimensão cada vez mais importante na consolidação da cultura” e no conhecimento da história do território abrangido.

A nova aplicação tecnológica, que Victor Amaral considera “extraordinária”, disponibiliza dez experiências diferentes aos visitantes que, desta forma, podem “fazer uma viagem no tempo” e ficar a par de aspetos relacionados com o passado da cidade da Guarda e da região.

A ferramenta permite que as pessoas “possam descarregar uma aplicação própria” e, depois, aproximando o telemóvel ou o ‘tablet’ de uma fotografia, ela “transforma-se automaticamente numa viagem ao passado”, de acordo com o autarca.

A estação Arqueológica do Mileu, que foi descoberta em 1953 durante os trabalhos de construção da estrada de ligação entre a Guarda e a Guarda-Gare, é um dos locais que é possível observar e conhecer através da nova ferramenta de realidade aumentada que equipa o Museu da Guarda.

Os visitantes podem fazer uma visita virtual às ruínas do sítio arqueológico e “terem uma visão daquilo que foram” no período romano e “como é que eram em termos arquitetónicos”, explicou.

A nova tecnologia também é aplicada, entre outros locais, ao sítio arqueológico do Cabeço das Fráguas, sito na freguesia de Benespera, a 1.015 metros de altitude, onde existiu um santuário e se encontra uma inscrição rupestre que descreve a oferenda de vários animais a diversas divindades.

O projeto pioneiro instalado no Museu da Guarda, que é gerido pela Câmara Municipal, foi liderado pela Direção Regional de Cultura do Centro e também existe no Museu de Castelo Branco.




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