Região Centro regista grande aumento na procura do termalismo

Segundo Adriano Barreto Ramos, coordenador da rede Termas Centro, o termalismo em Portugal está a “crescer muito” este ano, tanto em número de frequentadores das estâncias como em volume de negócios, particularmente na região Centro.

“Estamos a crescer muito em 2019 e no Centro mais do que a média nacional, tanto em número de frequentadores das estâncias termais, como em volume de negócios”, disse à agência Lusa Adriano Barreto Ramos.

O normalmente designado termalismo do bem-estar tem vindo a aumentar nos últimos tempos, mas o grande crescimento em 2019 regista-se na área terapêutica, que estava praticamente em estagnação há cerca de dez anos, explicitou o responsável, que na segunda-feira participa, em nome da região Centro, em representação de Portugal, na conferência “Aquæ Panorama”, que decorre em Enghien-les-Bains, estância termal de Paris.

A retoma e crescimento “quase exponencial” do termalismo terapêutico e de prevenção que se está a verificar este ano deve-se, em grande medida, na perspetiva de Adriano Ramos, ao facto de o Estado ter voltado a comparticipar, em 2019, este meio de promoção da saúde.

Para além da comparticipação monetária do Estado, através do Ministério da Saúde (35% do preço do conjunto de tratamentos, com limite de 95 euros por utente), esta medida também tem o efeito, junto da população, do “reconhecimento dos fins terapêuticos das termas”, sublinha.

O montante de cerca de 600 mil euros, destinado, pelo Orçamento do Estado para 2019, para essa comparticipação deverá ficar esgotado no início de novembro, acrescentou.

Quase dois terços (mais de 60%) das estâncias termais com fins terapêuticos situam-se na região Centro de Portugal, que possui mais de metade do total das termas do país.




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