Politécnico da Guarda com 1.160 vagas no próximo ano letivo mais 40 do que em 2025

Jaoquimbrigas

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai disponibilizar 1.160 vagas no próximo ano letivo, em que terá menos 126 lugares no regime geral de acesso, “devido às políticas governamentais”, e mais 161 nos concursos especiais.

Este crescimento global de 3,6%, face a 2025-26, resulta de um ajustamento da instituição à procura verificada no início deste ano letivo, que implicou a redistribuição de vagas pelos diferentes concursos por causa do “aumento inusitado” de lugares nalgumas das grandes instituições de ensino superior de Lisboa e do Porto.

“Depois de, entre 2019 e 2024, aumentar todos os anos o número de alunos colocados no regime geral de acesso, o Politécnico da Guarda confrontou-se, como todas as instituições de ensino superior fora de Lisboa e Porto, com uma diminuição da procura neste regime em 2025”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG, num comunicado enviado à agência Lusa.

Esta redução “é fruto de políticas erradas iniciadas pelos governos de António Costa e prosseguidas pelos governos de Luís Montenegro, que continuam a aumentar anualmente vagas em Lisboa e no Porto, ultrapassando já os 55% do total de vagas do concurso nacional de acesso”, considera.

Segundo o presidente do IPG, a tutela está a dar também “bolsas mais altas a quem for estudar para lá, prejudicando gravemente o resto do país, em particular as regiões do interior”.

“A resposta do Politécnico da Guarda às políticas governamentais que concentram estudantes nos grandes centros tem sido um trabalho continuado nas suas escolas para diversificar e qualificar a sua oferta formativa, inovando em muitas áreas”, acrescenta Joaquim Brigas no mesmo documento.

No ano letivo de 2026-27 o IPG disponibilizará menos 126 vagas do que no ano passado para o regime geral de acesso, num total de 728 lugares disponíveis nas diferentes licenciaturas das suas quatro escolas.

Em contrapartida, terá mais 161 vagas nas licenciaturas para os estudantes dos concursos especiais, aos quais concorrem maiores de 23 anos, pessoas já com diplomas noutros cursos no ensino superior ou estudantes internacionais.

“Estas vagas passarão a ser 411. Também nos regimes especiais (destinadas a atletas, militares, bolseiros, entre outros) as vagas aumentam de 16 para 21”, destaca o Politécnico guardense.

Joaquim Brigas justifica que a adaptação da instituição às políticas governamentais de colocação de estudantes nas duas áreas metropolitanas do país implica, na distribuição das vagas, “uma correspondência maior entre as opções dos estudantes e as necessidades do tecido económico, das instituições sociais e da Administração Pública”.

“A grande resposta do Politécnico da Guarda, em qualquer uma das suas escolas, tem sido um trabalho continuado para diversificar e qualificar a sua oferta formativa, inovando em muitas áreas”, sublinha.

O presidente do Politécnico lembra ainda que, anualmente, “temos colocado novos cursos que tentam ir ao encontro dos interesses dos jovens e das necessidades do mercado, sejam CTeSP, licenciaturas, mestrados e pós-graduações”.

Em 2026-27, vão começar a funcionar os doutoramentos em Ciências Biomédicas e Biotecnológicas, Ciências do Desporto e na área do património e das artes.

De acordo com a informação disponível no site da instituição, o Politécnico da Guarda conta atualmente com 3.020 alunos, 26 licenciaturas, 47 Cursos Técnico Superior Profissional (CTeSP), 15 mestrados e cinco pós-graduações.

Possui quatro unidades orgânicas, três das quais na cidade da Guarda (Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto; Escola Superior de Tecnologia e Gestão e Escola Superior de Saúde da Guarda).

Já a Escola Superior de Hotelaria e Turismo funciona em Seia desde 1999.


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