Empresa de Coimbra quer conquistar um milhão de utilizadores com guia turístico

Uma empresa de Coimbra, que desenvolveu um guia turístico para telefones inteligentes em diferentes línguas e para quatro cidades europeias, expande-se agora para mais dez destinos, prevendo registar um milhão de utilizadores até ao final do ano.

A empresa iClio, criada em 2010 e que desenvolveu um guia turístico em áudio, texto e fotos para Paris, Roma, Londres e Barcelona, vai lançar no mercado a aplicação para mais dez cidades, entre elas Rio de Janeiro, Nova Iorque, Milão, São Francisco e Berlim, informou Alexandre Pinto, diretor-executivo da empresa. De acordo com o administrador, a escolha dos destinos foi feita em função das “cidades com mais turistas que usam ‘smartphones’”, cruzando-se “a ideia de cidades culturais e de cidades tecnológicas”. A aplicação, intitulada Just in Time Tourist (JiTT), consiste na criação de guias que se adaptam ao tempo que o turista tem disponível para visitar a cidade, bem como às horas a que a visita, havendo ainda a preocupação de uma “adaptação cultural” do guia a turistas oriundos de diferentes contextos culturais, explicou. “O texto em inglês para Roma não é o mesmo texto em chinês, porque o turista da China vem de uma realidade cultural diferente e tem que se dar a informação de acordo com a sua matriz cultural”, explicou Alexandre Pinto, frisando que os próprios audioguias são gravados “por vozes nativas” e de locutores de cidades “onde há menos sotaque”, exemplificando o caso de Hannover para os guias alemão ou de Pequim para os guias em mandarim. O conteúdo estará sempre disponível em mandarim, inglês e espanhol, podendo ter mais idiomas, que dependem do número de turistas e do tipo de turistas de cada cidade, estando a ser lançadas edições em russo, japonês, alemão, português, italiano e francês. Ao todo, estarão disponíveis “entre 80 a 90 aplicações” para as 14 cidades, esperando-se que até ao final do ano seja ainda lançado o produto em Pequim, Sidney e Istambul, avançou Alexandre Pinto, referindo que a empresa pretende-se afirmar “como a marca do mundo com mais conteúdos para viagem”. A produção de cada aplicação custa “50 mil euros”, estando envolvidos cerca de “100 profissionais qualificados” no processo de criação dos guias, disse à agência Lusa. A prova de conceito realizada com as quatro cidades iniciais, que durou cerca de dois anos e meio, registou “100 mil ‘downloads’”, estando previsto que até ao final do ano, com a expansão do produto, a aplicação atinja um milhão de utilizadores. A empresa, criada por quatro formados em História, lançou primeiro guia em 2011, para Barcelona.



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