Governo está a acompanhar situação da fábrica Dura Automotive na Guarda

O Governo está a acompanhar a eventual deslocalização da produção da fábrica Dura Automotive da Guarda, denunciada pelos trabalhadores, e já realizou “diligências junto do maior acionista da empresa para alertar para a situação”, foi hoje anunciado.

Na resposta a uma pergunta feita pelo Bloco de Esquerda (BE) através da Assembleia da República, relativamente à possível deslocalização para a Índia da unidade fabril que produz componentes para a indústria automóvel, o gabinete do ministro Adjunto e da Economia refere que “atualmente a situação da empresa está a ser acompanhada por outras áreas governativas”.

Segundo o documento, em meados de abril foi dirigido ao Ministério da Economia um pedido de reunião pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro Norte (SITE CN), “denotando determinadas preocupações, designadamente relacionadas com a potencial e futura perda de uma das clientes principais da Dura Automotive – Indústria de Componentes para Automóveis, Lda.”.

“Em resposta a este pedido, o gabinete do secretário de Estado da Economia recebeu os representantes do referido sindicato no dia 16 de maio, com o intuito de tomar conhecimento da situação da empresa e compreender as necessidades da empresa e dos seus trabalhadores”, esclarece.

O Ministério da Economia informa ainda que o secretário de Estado da Internacionalização manteve um encontro com o mesmo sindicato, em 19 de junho, “tendo posteriormente sido realizadas diligências junto do maior acionista da empresa para alertar para a situação”.

Em junho, na pergunta dirigida ao ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, os deputados do BE Heitor de Sousa, José Soeiro e Isabel Pires interrogaram se o Governo tinha conhecimento da situação e “que medidas está a tutela disposta a promover, nomeadamente por via negocial com as partes envolvidas, com vista a garantir a manutenção da unidade fabril” na Guarda.

Segundo o BE, a comissão de trabalhadores e o SITE CN referem que “a Magna BÖCO GmbH, uma das principais clientes da Dura Automotive, detentora de mais de metade da ocupação da mão-de-obra, em virtude da deslocação da produção para a Índia, pretende retirar as suas encomendas e moldes até finais de agosto do corrente ano”.

O deputado municipal da Guarda do BE, Marco Loureiro, considera que a resposta do gabinete do ministro Pedro Siza Vieira “não transmite qualquer segurança no que toca ao futuro da empresa e dos seus trabalhadores”.

“Pensamos ser necessário haver mais intervenções junto da empresa. Entendemos também que os trabalhadores devem ser acompanhados de forma que todos os seus direitos sejam respeitados, sendo que, infelizmente, não existe garantia de haver vontade da empresa em manter-se na Guarda”, sustenta numa nota de imprensa.

A Dura Automotive – Indústria de Componentes para Automóveis, Lda., instalada na freguesia de Vila Cortez do Mondego, no concelho da Guarda, tem mais de uma centena e meia de trabalhadores.




Conteúdo Recomendado