Fotógrafo argentino vence concurso “Transversalidades – Fotografia sem Fronteiras 2021”

Melhor Portefólio Rodrigo Illescas (Argentina)

O fotógrafo argentino Rodrigo Illescas foi o vencedor da 10.ª edição do Concurso de Fotografia “Transversalidades – Fotografia sem Fronteiras”, promovido pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), com sede na Guarda.

Segundo o CEI, a edição de 2021 do concurso “alcançou resultados quantitativos e qualitativos expressivos, que atestam a valia da iniciativa: foram submetidos 886 portefólios, provenientes de 89 países, num total de 4.618 imagens”.

“O fotógrafo argentino Rodrigo Illescas foi o grande vencedor com o portfolio intitulado ‘Las Catedrales de la Nostalgia’, um conjunto singular de fotografias recolhidas no Paraguai”, refere a fonte em comunicado enviado à agência Lusa.

O concurso “Transversalidades – Fotografia sem Fronteiras 2021” premiou, nos vários temas, mais 16 fotógrafos nacionais e estrangeiros.

No tema “Património natural, paisagens e biodiversidade”, o vencedor foi Eduardo dos Santos Franco Flor (Portugal), tendo sido entregues menções honrosas a Anton Fedotov (Rússia), Manuel Gracía Gascón (Espanha) e Alma Bibolotti (Itália).

Na vertente “Espaços rurais, agricultura e povoamento”, o “Prémio Tema” foi para Dmitriy Kochergin (Rússia) e as menções honrosas para Pablo F. Alcocer Pfeiffer (Espanha), Alessandro Sgarito (Itália) e Sujan Sarkar (Índia).

A brasileira Dulce Helfer venceu o concurso no tema “Cidade e processos de urbanização”, enquanto as menções honrosas foram atribuídas a trabalhos de Helen McLain (Estados Unidos da América), Miguel Castellano (Espanha) e Mithail Afrige Chowdhury (Bangladesh).

Por fim, na temática “Cultura e sociedade: diversidade cultural e inclusão social”, o concurso de fotografia do CEI galardoou Adrián Vázquez Rodríguez (Espanha) e atribuiu menções honrosas a Edmilson Sanches (Brasil), Antonio Aragon Renuncio (Espanha) e Mohammad Shafai (Irão).

O projeto “Transversalidades – Fotografia Sem Fronteiras” teve início em 2011 com os objetivos de “aproveitar o valor estético, documental e pedagógico da fotografia para valorizar territórios com menos visibilidade e de fomentar o diálogo entre territórios, pessoas e instituições pessoas e instituições que se encontram dispersas pelas amplas geografias do planeta”, segundo o CEI.

No sítio da internet www.cei.pt/transversalidades/ podem ser consultadas imagens premiadas e os catálogos editados desde 2011, bem como outras informações relacionadas com o projeto.

“As exposições e a publicação do catálogo desta presente edição do concurso serão realizadas em abril de 2022”, lê-se na nota.

O CEI é uma associação transfronteiriça criada a partir de um desafio lançado pelo ensaísta Eduardo Lourenço – que nasceu em 23 de maio de 1923, em São Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, distrito da Guarda, e morreu no dia 01 de dezembro de 2020, com 97 anos -, na sessão solene comemorativa do Oitavo Centenário do Foral da Guarda, em 1999.

Surgiu em resultado de uma parceria que envolveu inicialmente a Câmara Municipal da Guarda e as Universidades de Coimbra e de Salamanca (Espanha) e, mais tarde, o Instituto Politécnico da Guarda.

O CEI também atribui anualmente, desde 2004, o Prémio Eduardo Loureço para galardoar personalidades ou instituições com “intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas”.


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