Covilhã quer ser Cidade Criativa da UNESCO em Design

A Covilhã vai apresentar uma candidatura para ser Cidade Criativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, em inglês) na área do Design, com especial enfoque nas questões da sustentabilidade e responsabilidade ambiental e social.

A Covilhã vai apresentar uma candidatura para ser Cidade Criativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, em inglês) na área do Design, com especial enfoque nas questões da sustentabilidade e responsabilidade ambiental e social.

A candidatura será formalizada em 2021 e vai ser liderada pela Câmara da Covilhã, num processo que integra já uma parceria com a Universidade da Beira Interior (UBI) e que deverá ser o “mais participado e multidisciplinar possível”, englobando outras entidades, organizações, empresas ou personalidades do concelho e da região, disse hoje o presidente do município da Covilhã, Vítor Pereira.

“A criatividade, o têxtil e os lanifícios são fundamentais e são o mote para esta candidatura”, afirmou Vítor Pereira, em conferência de imprensa na Covilhã.

O projeto apostará numa estratégia que liga a homenagem histórica à criação do futuro e, por isso mesmo, a temática principal será o Design, com especial enfoque no Design Sustentável e no Design Responsável, explicou a vereadora da Cultura, Regina Gouveia.

“É uma escolha que tem que ver com a agenda 2030, com o desiderato que está associado à própria Rede de Cidades Criativas da UNESCO – onde a sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável estão expressos – e também tem que ver com o facto de nós considerarmos que as preocupações ambientais devem nortear o trabalho criativo de projeto e desenvolvimento”, declarou.

Regina Gouveia sublinhou igualmente que as questões ligadas à sustentabilidade ambiental e à responsabilidade social são também “eixos prioritários” para este município do distrito de Castelo Branco.

Segundo a autarca, a intenção de apresentar esta candidatura já foi comunicada ao Secretariado Nacional da Rede de Cidade Criativa e foi acolhida com “entusiasmo”, até pela abordagem apontada.

A essa mais-valia juntam-se outros argumentos como a história, o território e património existentes ou aquilo que já é desenvolvido ao nível das artes, ciência, indústria e inovação e o facto de a cidade ter uma universidade onde há vários cursos da área do Design.

De acordo com informação disponibilizada, a candidatura pretende ainda seguir a tradição local ao nível de reaproveitamento de edifícios e antigas fábricas, pelo que está a ser estudada a possibilidade alguns espaços serem reabilitados e outros serão aproveitados para acolher eventos.

O professor da UBI Francisco Paiva destacou a relevância da participação da universidade dado que a instituição tem “uma das abrangentes formações académicas do país na área do Design”, nomeadamente com os cursos de Design Multimédia, Design de Moda, Design Industrial e Design e Desenvolvimento de Jogos Digitais, além de áreas relacionadas como o Cinema e a Arquitetura.

Presente na sessão, o reitor da UBI, António Fidalgo, garantiu o empenho da instituição e assegurou que esta “convocará todos os saberes e todas as capacidades” para ajudar a concretizar o projeto.

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi criada em 2004 com a missão de desenvolver a cooperação internacional entre cidades que identificaram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento sustentável.




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