O espetáculo, criado e encenado por Catarina Pina, inspira-se na obra da escritora, poetisa e dramaturga celoricense Maria José Furtado Mendonça, natural da freguesia da Rapa, cruzando teatro, performance, património e memória local.
A interpretação está a cargo de um elenco local composto por Anabela Chagas, Dulce Gomes, Modesta Reis e Pedro Tavares, que dará vida a uma narrativa construída a partir das histórias, personagens e memórias de Celorico da Beira.
Uma viagem pelas histórias da vila
Em “Cantos da Vila”, Maria José Furtado Mendonça recebe a visita de Mercedes Blasco, atriz de revista e opereta, escritora e enfermeira voluntária portuguesa, nascida em 1867 e falecida em 1961.
Juntas, percorrem Celorico da Beira em busca de histórias que possam inspirar uma nova peça de teatro. Pelo caminho, entre praças, ruas e outros lugares emblemáticos da vila, encontram personagens, lendas, memórias e acontecimentos que ajudam a reconstruir a identidade de uma terra.
A narrativa coloca no centro uma questão particularmente atual: o que fica de uma terra quando as pessoas que a construíram deixam de ser lembradas?
“Cantos da Vila” propõe, assim, um percurso pelo património material e imaterial de Celorico da Beira, recuperando histórias e figuras que fazem parte da memória coletiva e trazendo-as novamente ao presente através da arte.
A iniciativa pretende valorizar a identidade local e reforçar a ligação entre a comunidade, o património e as suas memórias, proporcionando ao público uma experiência onde teatro, história e tradição se encontram nas ruas da vila.







