O vencedor concorreu com o portfólio intitulado “Mérida”, uma série de fotografias do quotidiano daquela cidade mexicana, anunciou, na passada sexta-feira, o CEI numa nota enviada à agência Lusa.
Na edição deste ano concorreram cerca de 600 fotógrafos de mais 60 países.
Segundo a organização, Canadá, China, Espanha, Irão, Brasil, Índia, Portugal, Vietname, Bélgica e Myanmar foram os países de origem dos premiados no Transversalidades 2025.
Este ano foram, ainda, atribuídos prémios especiais para um concorrente português, Fábio Silva, e para um concorrente dos Países Africanos de Língua Portuguesa, Nuno Mário (Moçambique).
“Os resultados da edição de 2025 voltam a reafirmar a importância qualitativa e quantitativa que o Concurso tem vindo a alcançar, sendo reconhecido como um dos principais concursos de fotografia a nível nacional”, realça o Centro de Estudos Ibéricos.
A exposição e lançamento do respetivo catálogo terá lugar no Teatro Municipal da Guarda (TMG), no âmbito do VIII Encontro “Imagem & Território”, que decorrerá de 24 a 26 de outubro.
O projeto Transversalidades – Fotografias Sem Fronteira teve início em 2011 com o objetivo de sublinhar o valor estético, documental e pedagógico da fotografia para valorizar territórios com menos visibilidade e de fomentar o diálogo entre territórios, pessoas e instituições pessoas e instituições que se encontram dispersas pelas amplas geografias do planeta.
Os restantes vencedores foram a espanhola Raquel Lopez Pajares no tema “Património natural, paisagens e biodiversidade”, onde foram atribuídas três menções honrosas a Xiaoping Lin (China), Antonio Aragon Renuncio (Espanha) e Felipe Estrela Campal (Brasil).
A portuguesa Maria Oliveira venceu a categoria “Espaços rurais, agricultura e povoamento”, enquanto Barun Rajgaria (India), Nguyen Quoc Huy (Vietname) e Yekta Yahaghi (Irão) obtiveram menções honrosas.
Na temática “Cidade e processos de urbanização” o vencedor foi o espanhol Jose Angel Arias Tomas, com Aung Chan Thar (Myanmar), Xavier Ferrer Chust (Espanha) e Carlos Elísio (Portugal) a receberem menções honrosas.
Por último, na secção “Cultura e sociedade: diversidade cultural e inclusão social” o vencedor foi o belga Alain Schroeder, com Jorge Leão (Brasil), Telmo Rivilla Videgain (Espanha) e Reyhaneh Sadeghi (Irão) a serem galardoados com menções honrosas.
As imagens premiadas podem ser consultadas no site https://transversalidades.cei.pt/.
O Centro de Estudos Ibéricos resulta de um desafio lançado pelo ensaísta Eduardo Lourenço, nas comemorações 800 anos do foral da Guarda, em 27 de novembro de 1999.
A instituição foi formalizada no ano seguinte entre a Câmara Municipal da Guarda, a Universidade de Coimbra e a Universidade de Salamanca.






