Câmara e prisão da Guarda promovem leitura junto dos reclusos

Os reclusos do Estabelecimento Prisional da Guarda vão participar em atividades culturais dinamizadas pela Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), após ter sido celebrado esta quarta-feira um protocolo com a Câmara Municipal local.

O acordo de colaboração foi assinado esta quarta-feira, nas instalações da BMEL, por Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda, e por Luís Couto, diretor do Estabelecimento Prisional (EP) da Guarda.

Segundo o protocolo, as duas entidades vão elaborar, em conjunto, um plano de atividades de dinamização e promoção da leitura junto da população reclusa, que, “de um modo estruturado e sustentado, estimule o gosto pelo livro e a prática da leitura e da escrita”.

Por parte da autarquia, através da BMEL, será assegurado e ampliado o serviço de empréstimo de livros e a cedência de “outras publicações periódicas, como jornais e revistas, findo o seu ciclo de divulgação”.

O município vai também colaborar na organização da biblioteca do EP, “promover sessões de disseminação do livro, nomeadamente através da divulgação de títulos junto do EP”, colaborar na promoção de concursos de escrita e divulgar os trabalhos produzidos no âmbito do concurso.

Está também prevista a realização de ações de formação junto dos reclusos, na área da promoção do livro e da leitura.

Na cerimónia de assinatura do protocolo, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, disse que o mesmo surge no âmbito da colaboração informal já existente entre ambas as entidades.

O autarca referiu que tem “um respeito profundo” pelo trabalho que é feito pelas pessoas que lidam no dia-a-dia com reclusos. Por isso, a autarquia não hesitou em dar o seu contributo “para essa reinserção”.

O diretor do EP da Guarda, Luís Couto, vincou que o protocolo é mais um contributo para a “promoção da reinserção social” dos reclusos através da divulgação do livro e da leitura.

Apontou que o mesmo é “dirigido para a totalidade da comunidade reclusa”, composta atualmente por 214 reclusos (sendo 16 mulheres), e “entrará no programa quem der garantias” de que o vai aproveitar.

O protocolo que entrou em vigor, esta quarta-feira, é celebrado pelo período de um ano e é automaticamente renovado por igual período.



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