Câmara da Guarda admite adquirir sede da insolvente Associação Comercial

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro (PSD), disse hoje que a autarquia está interessada na aquisição da sede da insolvente Associação Comercial, mas que aguarda pelo desenrolar do processo.

Carlos Chaves Monteiro – Presidente da Câmara Municipal da Guarda

“Claro que o município, neste e noutros casos, será sempre interessado, mas não é por qualquer preço”, disse o autarca na reunião de hoje da Assembleia Municipal (AM) da Guarda, realizada no grande auditório do Teatro Municipal, onde o deputado do CDS-PP Henrique Monteiro apresentou uma proposta de aquisição, pela autarquia, do edifício sede da insolvente Associação Comercial da Guarda (ACG), localizado no centro histórico da cidade.

Carlos Chaves Monteiro referiu que teve recentemente uma reunião com a empresa liquidatária dos bens da ACG e que os mesmos serão vendidos em hasta pública pelo valor base de 412.799 euros.

“Nós [Câmara Municipal] temos interesse. Queremos, efetivamente, usar duas prerrogativas que a lei também nos dá, mas não é sob qualquer circunstância que nós mantemos esse interesse. Vamos ver como as coisas vão correr. Nós estamos atentos a esse processo”, prometeu o autarca.

A AM da Guarda, presidida por Cidália Valbom (PSD), aprovou hoje, por maioria, com 68 votos a favor e uma abstenção, uma proposta do CDS-PP a autorizar a Câmara Municipal “a participar na hasta pública ou noutra qualquer modalidade de venda da sede da insolvente” da ACG, “adquirindo-a e passando o edifício para o património público do município”.

Segundo o documento, o imóvel, situado próximo da Sé Catedral, “não tendo uma traça arquitetónica muito relevante”, encontra-se “dotado de um conjunto de valências físicas que podem fazer dele um local excelente para instalação de um centro incubador de empresas”.

Durante a discussão do assunto, o deputado da CDU, Aires Dinis, apontou que a ACG é uma instituição com mais de 100 anos de história – foi fundada em 16 de novembro de 1905 – e a documentação que possui deve ter “um lugar especial”.

“Tenham em atenção a história da ACG, a sua ligação forte à cidade e aos comerciantes”, disse, após admitir a possibilidade de o espaço poder acolher um eventual Museu do Comércio da cidade.

Já o deputado Tiago Gonçalves (PSD) apelou à autarquia para que interceda junto do administrador da insolvência no sentido de “acautelar” algum espólio documental que se encontre no interior do edifício e que possa ficar deteriorado.

A presidente da AM, Cidália Valbom, também se pronunciou sobre o assunto, observando que o edifício que serviu de sede da ACG, a ser adquirido pela autarquia, poderia ser um imóvel “muito interessante” para acolher aquele órgão autárquico.




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