Biblioteca Municipal da Guarda assinala o 44.º aniversário do 25 de Abril

A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), da Guarda, vai comemorar este mês o 44.º aniversário do 25 de Abril de 1974 com iniciativas que visam “refletir sobre a evolução ou transformação” que o acontecimento provocou em vários âmbitos.

Segundo uma nota da Câmara Municipal da Guarda, a BMEL associa-se à efeméride “através de um conjunto de iniciativas, nomeadamente exposições, uma conferência, uma tertúlia e outras manifestações artísticas que visam refletir sobre a evolução ou transformação que este acontecimento provocou na literatura, nos meios de comunicação, nas artes e na sociedade”.

O programa da BMEL dedicado à “revolução dos cravos” começa hoje com a inauguração de uma mostra bibliográfica de obras do próprio fundo documental, que pode ser visitada até ao dia 30, durante o horário de funcionamento da biblioteca.

A mostra é formada por “um conjunto de cerca de cinquenta livros destinados ao público adulto, jovem e infantil, que têm por tema o 25 de Abril de 1974”, com realce para as obras “Os militares e o poder”, de Eduardo Lourenço, e “O tesouro”, de Manuel António Pina.

“Comunicação Social do 4.º Poder ao 4.º do Poder?” é o tema que Carlos Correia, escritor, professor universitário e pioneiro no desenvolvimento de aplicações multimédia em Portugal, irá tratar na conferência agendada para o dia 13, às 18 horas.

Segue-se, no dia 26, às 18h00, a tertúlia “Guarda: a memória – Evidências coloniais ou sinais de Abril?”, conduzida por Helder Sequeira, com a presença do sacerdote Joaquim Sampaio.

Segundo a fonte, Joaquim Sampaio foi pároco em Macuti, Moçambique, em 1973, e desloca-se à BMEL para falar “da sua intensa vivência em terras africanas no período colonial pré-25 de Abril de 1974”.

As iniciativas dedicadas ao 25 de Abril terminam no dia 27, às 21h30, com o espetáculo de dança contemporânea “Projeto 44. Por Abril”, interpretado por Bruno Brazete.

“O corpo e o movimento, suportado em imagens manipuladas, são o canal de comunicação que o performer Bruno Brazete utiliza para criar um processo de ligação entre arte, democracia e liberdade”, refere o município da Guarda.

Bruno Brazete integra desde 2013 a ópera nacional de Paris “Bastille”, trabalhando em produções como “Gioconda”, “Enlevement au Serail”, “Samson et Dalila”, entre muitas outras, segundo a fonte.




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