BE candidata ex-presidente do Politécnico à Câmara da Guarda

O ex-presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), Jorge Mendes, vai ser o candidato do Bloco de Esquerda (BE) à autarquia da Guarda nas eleições autárquicas do dia 01 de outubro, anunciou o partido.

O presidente da Comissão Coordenadora Distrital da Guarda do BE, Marco Loureiro, anunciou na passada sexta-feira, em conferência de imprensa, que o nome do candidato independente corresponde a “uma escolha unânime” por parte da estrutura distrital do partido.

Com a aposta em Jorge Mendes, que nas últimas eleições legislativas foi cabeça-de-lista do BE no distrito da Guarda, o dirigente acredita que “não é impossível” eleger um vereador para a Câmara Municipal da Guarda.

“Acreditamos muito na sua pessoa, no seu valor e em tudo aquilo que pode trazer para o Bloco e para o poder local”, disse.

Jorge Mendes referiu aos jornalistas que aceitou o convite para ser o candidato à maior autarquia do distrito da Guarda pelo BE “para tentar mobilizar pessoas, alertar para problemas concretos no concelho e propor soluções”.

O candidato disse acreditar ser possível que o BE “tenha, pela primeira vez, um vereador” no executivo autárquico.

“Nós acreditamos que o Bloco vai aumentar [a votação]” e que as pessoas “que estão cansadas e fartas” concluam que “é a altura de dar a voz a outros” na autarquia.

Jorge Mendes referiu que não se revê na gestão do atual autarca e espera “que Álvaro Amaro e o PSD não consigam ganhar as eleições com maioria absoluta”.

O candidato que concorre pelo BE como independente tem 60 anos, é natural de Gouveia e reside na cidade da Guarda há 22 anos.

É licenciado em Matemática, é professor no IPG e também desempenha as funções de Provedor do Estudante naquele estabelecimento de ensino superior.

O atual presidente da autarquia da Guarda, Álvaro Amaro, vai concorrer ao segundo mandato pelo PSD e o PS anunciou que candidata Eduardo Brito, antigo presidente da Câmara Municipal de Seia.

Nas eleições autárquicas de 2013, o social-democrata conquistou ao PS a presidência da Câmara que era gerida por este partido desde as primeiras eleições autárquicas (1976).

Álvaro Amaro, que concorreu em coligação com o CDS-PP, foi eleito por maioria absoluta, com 51,43% dos votos e cinco mandatos autárquicos, ocupando o PS os outros dois lugares do executivo.



Conteúdo Recomendado